Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Força-Tarefa com 300 policiais investiga mortes em garimpo

Segunda, 19 de Abril de 2004 às 14:45, por: CdB

Cerca de 300 policiais de uma força-tarefa foram enviados para a reserva indígena dos cinta-larga em Rondônia para investigar a morte de quase 40 garimpeiros, informou a Polícia Federal nesta segunda-feira.

As autoridades suspeitam que eles foram mortos no dia 7 de abril, durante um confronto com os índios na reserva Roosevelt. Segundo especialistas, a área é a mais rica da América do Sul em diamantes.

A força-tarefa da Polícia Federal deve chegar à região ainda nesta segunda-feira, mas o terreno e as chuvas fortes poderão atrasar a missão, disse Mauro Sposito, delegado da PF. "A busca pelos corpos continua'', afirmou ele, de Porto Velho. "Não temos um número exato (de corpos), mas podemos dizer cerca de 25, que é o mais próximo."

A polícia encontrou os corpos decompostos de três garimpeiros na semana passada, elevando o total de mortos para 28. Mas o total pode chegar a 41, sendo que há desaparecidos.

Ainda não se sabe exatamente o que ocorreu no dia 7 de abril, mas o número de mortos sugere que o confronto pode ter sido um dos mais sangrentos envolvendo índios nos últimos anos.
A Fundação Nacional do Índio (Funai) disse que os índios responderam com armas de baixo calibre, arcos e flechas depois que os garimpeiros, fortemente armados, abriram fogo quando eles se aproximaram.

Mas um representante do Sindicato dos Garimpeiros do Estado de Rondônia afirmou que 50 índios bastante armados cercaram 200 garimpeiros não-armados e atiraram neles enquanto trabalhavam. De acordo com o sindicato, o número de mortos pode chegar a 64 pessoas.
"Há 35 (garimpeiros) desaparecidos...O sindicato está dando eles como mortos também'', declarou o representante sindical, sob condição de anonimato. Sposito disse que não poderia confirmar as informações do sindicato.

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