Rio de Janeiro, 08 de Fevereiro de 2026

Força Nacional continua no Rio após final do Pan

Segunda, 30 de Julho de 2007 às 08:12, por: CdB

Mesmo com o fim dos Jogos Pan-Americanos, que terminaram neste domingo, e a saída de 3,6 mil integrantes da Força Nacional de Segurança (FNS), ao todo seis mil vieram para o Estado, o Rio ainda contará com 2,4 mil homens da tropa no policiamento ostensivo. No Complexo do Alemão, os 150 agentes continuam no cerco às favelas. Há policiais também nas divisas entre os Estados do Sudeste. A Força Nacional ficará no Rio até dezembro, mas o número do efetivo ainda não foi definido. O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, vai pedir que permaneçam dois mil homens do grupo de elite e mil da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que reforçou a segurança do Pan.

A primeira leva de homens da Força Nacioanl que deixará o Rio começa a sair quarta-feira. Esses 3,6 mil policiais vão voltar para seus Estados de origem gradativamente. Mas essa retirada não deve ser sentida no policiamento das ruas. Os primeiros a irem embora são os que fizeram, por exemplo, a segurança nos locais de competições. Os agentes da PRF que ficarão vão atuar não só na segurança da cidade, mas também durante o Parapan-Americano, que acontece entre 12 e 19 de agosto.

A Força Nacional começou a chegar ao Rio em janeiro. Em junho, eles já eram quatro mil. O grupo fez parte do efetivo de 25,5 mil policiais que atuaram na cidade durante os Jogos. Mas antes mesmos de as competições começarem, a preparação da tropa no Rio já fez cair todos os índices de criminalidade. Os dados de junho, comparados aos do mesmo período do ano passado, são das 101 delegacias legais. Os furtos de veículos caíram de 1.926 para 1.200. E os homicídios, de 475 para 277.

Sucesso

Beltrame atribuiu o sucesso da segurança nesse período que antecedeu o Pan ao policiamento ostensivo. — Ele é substancial para a segurança pública. É o carro-chefe porque a presença do policial faz com que as pessoas se sintam mais seguras e impede que os crimes que poderiam acontecer ali não aconteçam justamente pela presença do policial — disse o secretário.
Comandante do 16º BPM (Olaria), o coronel Marcus Jardim, responsável pelo Alemão, destacou a importância da Força Nacional na área. — Esses agentes são imprescindíveis para que as operações continuem no local — afirmou ele. O governador Sérgio Cabral também defende a permanência da tropa de elite federal no Estado. — Vou me esforçar ao máximo para mantê-la aqui — voltou a dizer o governador.

O prefeito do Rio, Cesar Maia, no entanto, minimizou o sucesso da polícia. — Os grandes eventos geram 'mercado consumidor' maior. Eles (traficantes) querem saber dos 'negócios' deles e não de criarem um problema — avaliou ele.

O Pan também deixará um legado de infra-estrutura para a segurança pública: as câmeras de monitoramento. As primeiras usadas durante os Jogos serão remanejadas para as áreas do 2º BPM (Botafogo) e do 6º (Tijuca). A idéia é que elas fiquem nas entradas das favelas e em pontos que facilitem a sua remoção de acordo com os locais onde se observe maior incidência de crimes na cidade.

Trânsito volta ao normal

Terminou neste domingo o esquema de faixas preferenciais em diversas vias e das seletivas nas linhas Amarela e Vermelha e nas avenidas Abelardo Bueno, Ayrton Senna e Salvador Allende. Durante os jogos, pistas separadas pela cor laranja foram reservadas para transporte coletivo e veículos da organização e das delegações esportivas. Durante o Parapan, de 12 a 19 de agosto, apenas as preferenciais devem ser usadas.

As faixas interditadas durante as competições e a festa de encerramento também estão liberadas, e o estacionamento no entorno do Maracanã volta ao esquema anterior do Rio Rotativo. Quem não respeitou a faixa seletiva correu o risco de levar multa de R$ 126,57 e perder cinco pontos na carteira. A prefeitura do Rio ainda não divulgou a quantidade de multas aplicadas durante o Pan.

Apesar dos engarrafamen

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