A FNS (Força Nacional de Segurança) começa a atuar nesta sexta-feira no entorno do Distrito Federal para coibir a violência.
A menos de 30 km da capital do país, a área apresenta índices de violência comparáveis aos da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, e foi alvo de um relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) que descreve a criminalidade local como sendo "de proporções críticas".
Com 55 mil km² -- área equivalente ao Estado da Paraíba-- e 2,7 milhões de habitantes, o entorno é fragmentado em 19 municípios goianos, três mineiros e áreas do Distrito Federal. Não recebe, porém, tratamento de Estado nem de região metropolitana nem de cidade.
Estudo feito em julho deste ano pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) aponta a presença de rede de drogas, gangues e tráfico de armas.
Segurança
Inicialmente, 130 integrantes da Força Nacional participarão dos trabalhos no entorno. O contingente total deverá ser de 500 homens, que chegarão no decorrer das operações. Os primeiros municípios que receberão a Força Nacional são: Luziânia, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental, Águas Lindas, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Formosa e Planaltina de Goiás, afirma o Ministério da Justiça.
Em reunião ocorrida nesta semana entre o comandante da Força Nacional, coronel Luiz Antonio Ferreira, e autoridades de Segurança Pública de Goiás ficou decidido que os custos com alojamento, alimentação e combustível das tropas serão arcados pelo governo do Distrito Federal.
A decisão de levar a Força Nacional à região ocorreu depois que o repórter Amaury Ribeiro Júnior, 44, levou um tiro no dia 19 de setembro. Amaury fazia uma série de reportagens sobre a violência no entorno para o o jornal "Correio Braziliense".
Dez dias após o repórter ter sido ferido, a Polícia Civil de Goiás concluiu, sem ter ouvido a vítima, que o episódio foi só uma tentativa de roubo. Quatro pessoas foram presas. O inquérito da Polícia Federal, porém, não foi encerrado.