Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Força da Síria ataca Estado Islâmico em Palmira

A Força Aérea da Síria realizou ao menos 15 ataques contra a cidade de Palmira e arredores nesta segunda-feira, alvejando prédios capturados pelo Estado Islâmico, informou um grupo que monitora a guerra.

Segunda, 25 de Maio de 2015 às 06:51, por: CdB
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Fumaça vista na cidade história de Palmira, na Síria
  A Força Aérea da Síria realizou ao menos 15 ataques contra a cidade de Palmira e arredores nesta segunda-feira, alvejando prédios capturados pelo Estado Islâmico, informou um grupo que monitora a guerra. Combatentes do grupo militante tomaram a cidade, que abriga algumas das ruínas romanas melhores preservadas do mundo, na semana passada. Eles mataram pelo menos 217 pessoas em execuções realizadas na área desde 16 de maio, inclusive crianças, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos. Essas mortes se somam a outras pelo menos 300 de soldados mortos pelo Estado Islâmico em combates que levaram à captura da cidade, de acordo com o Observatório. Segundo a organização, o grupo radical deteve cerca de 600 soldados, combatentes pró-governo e pessoas acusadas de serem leais ao regime dentro e nos arredores de Palmira, que também tem fundamental importância militar por estar no caminho entre as cidades de Homs e Damasco. Os ataques da Força Aérea tiveram como alvo o prédio da inteligência militar da cidade e o hospital, disse o fundador do Observatório, Rami Abdulrahman, que obtém informações do conflito por meio de uma rede de fontes no terreno.

Homicídios em Palmira

Combatentes do Estado Islâmico executaram ao menos 400 pessoas em Palmira desde que tomaram o controle da antiga cidade Síria há quatro dias, informou a mídia estatal Síria no domingo. Não foi possível confirmar imediatamente a informação, mas ela coincide com os relatos de ativistas de que os combatentes islâmicos realizam execuções desde a captura da cidade das mão das tropas do governo. Os militantes tomaram o controle da cidade com 50 mil habitantes, lar de algumas das mais extensas e melhor conservadas ruínas romanas antigas do mundo, na quarta-feira, dias depois de também tomarem o controle de Ramadi, no vizinho Iraque. As duas conquistas simultâneas foram os maiores sucessos do Estado Islâmico, desde que uma coalizão liderada pelos Estados Unidos começou uma guerra aérea contra os combatentes no ano passado, e forçaram uma avaliação para saber se a estratégia está funcionando. Os militantes muçulmanos sunitas proclamaram um califado para governar todos os muçulmanos nos territórios que ocupam na Síria e Iraque. Eles têm um histórico de levar a cabo assassinatos em massa nas cidades que capturam e de destruir monumentos antigos que consideram evidência de paganismo. - Os terroristas mataram mais de 400 pessoas e mutilaram seus corpos, sob o pretexto de que eles cooperaram com o governo e não seguiram ordens - informou a agência de notícias estatal da Síria, citando moradores da cidade. A agência acrescentou que dezenas de mortos eram funcionários do Estado, incluindo a chefe do departamento de enfermagem do hospital e todos os membros de sua família.  
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