Os números e dados expressivos do balanço mundial de telefonia celular e de pessoas conectadas à internet (nota abaixo) dizem tudo: avançamos para um mundo de comunicação instantânea - e espero, livre - com as conseqüências previsíveis que podem e devem ser mais educação, informação e liberdade.
Mas, pela experiência histórica, sabemos que estes avanços tecnológicos para se transformar em conquistas democráticas e cidadãs necessitam de duas condições indispensáveis: acesso amplo e massivo a estes meios e instrumentos tecnológicos (celular, internet...) e manutenção de seu caráter libertário.
É uma luta, portanto, que apenas começou. É de tempos muitos recentes a influência que começa a ser decisiva da internet em eventos políticos mundiais. Em 2008, ela foi considerada alavanca e teve efeito importante na eleição do presidente dos EUA, Barack Obama, do Partido Democrata. Ele soube usá-la de forma melhor que seu adversário John McCain, do Partido Republicano.
Nem podemos esquecer que em 2010 a internet foi um dos principais instrumentos para a oposição liderada pelo candidato a presidente da República, José Serra (PSDB-DEM-PPS) disseminar inicialmente e depois fazer deslanchar a mais sórdida campanha presidencial da história do Brasil, descambando para a exploração da questão de valores, do aborto e religiosa.
No Brasil, campanha presidencial sórdida
Há pouco mais de uma semana a internet teve influência na queda de Ben Ali, ditador da Tunísia. E converteu-se no principal instrumento de arregimentação de jovens que há três dias tomam as ruas do Egito em manifestações de protesto pela derubada do ditador Hosni Mubarak, há 30 anos no poder.
Estes recentes episódios na Tunísia e no Egito - ditaduras sendo derrubadas ou alvo de gigantescas manifestações de protesto - são uma prova concreta do potencial libertário e político das novas mídias que atropelam as velhas mídias, suas práticas nefastas, monopolistas, e seus cartéis manipuladores das informações.
É isso que deixa os detentores desses monopólios midiáticos enlouquecidos. Estão apavorados ante o risco de perderem não apenas o poder econômico, mas principalmente o político que detém e exerciam em seu benefício e no de seus grupos de poder e ideologia.
Dai a importância na área da cultura e educação do acesso amplo geral e irrestrito à internet. E esta é uma batalha que apenas começou no Brasil.
Força da internet começa a chegar a política
Quinta, 27 de Janeiro de 2011 às 08:35, por: CdB