Rio de Janeiro, 29 de Abril de 2026

Força Aérea norte-americana quer cortar pessoal e investir em armas

Segunda, 05 de Dezembro de 2005 às 09:21, por: CdB

A Força Aérea norte-americana deve cortar uma parte dos seus membros ativos e outra de reservistas para manter o nível de compras de armas no patamar atual, informou o jornal The Wall Street Journal nesta segunda-feira. O plano de corte da Força Aérea inclui a demissão de mais de 30 mil pessoas, entre soldados e civis que trabalham para a organização, entre os anos de 2007 e 2011, segundo fontes ouvidas pelo jornal. Uma porta-voz se negou a comentar a notícia oficialmente.

O Exército norte-americano, que tem gasto boa parte do orçamento previsto para os militares na Guerra do Iraque, não pretende cortar militares, mas deve refrear o crescimento das tropas, com a diminuição do número de recrutamentos, informou o jornal.

 - Pode levar anos para que cortes nos gastos com armas gerem uma economia, mas o corte de pessoal promove a retenção imediata de dinheiro - afirmou Loren Thompson, que trabalha na organização de defesa Lexington Institute, e presta consultoria para empresas privadas.

Segundo o jornal, o movimento do Pentágono no sentido de diminuir os soldados para continuar investindo em armamento com tecnologia de ponta é um dos sinais que o governo norte-americano e executivos da indústria de armas estão se preparando para cortar o dinheiro gasto na Guerra do Iraque e na ajuda das vítimas dos furacões que atingiram o golfo do México.

Recentemente, o Congresso norte-americano liberou um pedido da Casa Branca para aumentar o Exército norte-americano em 30 mil soldados, a fim de enviar mais militares ao Iraque, e alguns parlamentares norte-americanos, principalmente os da oposição democrata,  dizem que alguns soldados não receberam treinamento suficiente para operar caças e outros tipos de equipamentos, como satélites. O general Peter Schoomaker, chefe de pessoal do Exército norte-americano, afirmou recentemente que em dois anos, o custo para manter 10 mil soldados aumentou de US$ 1,2 bilhão para US$ 1,5 bilhão anual.

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