Rio de Janeiro, 26 de Janeiro de 2026

Força Aérea da Síria bombardeia militantes em Aleppo

As tropas governamentais e soldados da milícia síria conseguiram fixar-se nos territórios libertados. Recentemente, o comando do Exército sírio

Quarta, 28 de Setembro de 2016 às 08:35, por: CdB

A operação "que levou à eliminação de equipamento blindado e outros veículos de transporte, alguns deles equipados com metralhadoras"

Por Redação, com Sputnik - de Beirute:

A Força Aérea da Síria realizou ataques em massa contra militantes em Aleppo e nos seus arredores, informou à agência inglesa de notícias Reuters, citando uma fonte militar síria. Segundo a fonte, os ataques visaram a cidade de Khan Touman, ao sul de Aleppo que permanece sob o controle de militantes.

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A Força Aérea da Síria realizou ataques em massa contra militantes em Aleppo

A operação "que levou à eliminação de equipamento blindado e outros veículos de transporte, alguns deles equipados com metralhadoras".

Ao mesmo tempo, a agência RIA Novosti informou que militantes lançam fogo de morteiros contra posições tomadas pelo Exército sírio na parte histórica da cidade.

Mais cedo, a fonte próxima ao Estado-Maior de operações militares em Aleppo, disse à RIA Novosti que as tropas sírias conseguiram afastar a frente de combate nesta cidade pela primeira vez em alguns anos. Segundo a fonte, as tropas sírias libertaram mais de metade do quartel Al-Farafira.

No quartel Al-Farafira continuaram os confrontos armados. As tropas governamentais e soldados da milícia síria conseguiram fixar-se nos territórios libertados. Recentemente, o comando do Exército sírio tinha anunciado o início da operação militar na parte leste de Aleppo, que está sob o controle dos terroristas.

Escudo

Durante visita à Assembleia Geral da ONU em Nova York o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, defendeu a criação de "exército nacional" dos assim chamados rebeldes moderados.

Segundo ele, este novo órgão poderá garantir a segurança na zona de exclusão aérea na Síria, algo em que a Turquia tem insistido há mais de um ano. Porém, todas as propostas foram rejeitadas pela comunidade internacional. Erdogan destacou que cerca de 65 mil combatentes poderiam estar envolvidos na iniciativa.

Segundo o analista político Mehmet Ali Guller, que foi entrevistado pela agência Sputnik Turquia, "exército nacional" composto por combatentes do Exército Livre da Síria pode ser considerado um "escudo" para grupos terroristas na Síria.

Síria

Ele opina que a "iniciativa de criar o segundo exército nacional significa tentar dividir o país". "O anúncio contradiz a alegação anterior de Ancara que a operação militar Escudo do Eufrates é destinada a manter integridade territorial da Síria", indica. "O governo turco está fazendo um jogo duplo na Síria.

Por um lado, a ideia de "exército nacional" pode estar ligada à tentativa de Ancara de prevenir criação de corredor curdo. Por outro lado, isso parece uma parte da estratégia turca de derrubar o [presidente sírio Bashar] al-Assad e tomar sob controle uma parte do território sírio. A operação Escudo do Eufrates combina esses dois objetivos", destaca Guller.

É de ressaltar que antes da operação, a Turquia tinha normalizado relações com a Rússia e Israel, o que permitiu negociar com os EUA a operação nas cidades de Mosul e Raqqa. Erdogan segue essa estratégia para reforçar suas posições e consolidar o poder.

Ainda segundo Guller, o governo turco "diz querer normalizar relacionamento com Síria, mas ao mesmo tempo continua defendendo a retórica contra Assad". "Ancara tem reiterado que a solução síria será alcançada somente se Assad sair do poder. Isso prova que a operação turca na Síria tem vários objetivos ao mesmo tempo", conclui o especialista.

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