O procurador-geral da República, Claudio Fonteles, será ouvido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, antes de ser aberto o inquérito criminal contra o ministro da Previdência Romero Jucá. Segundo o procurador, ao pedir a instauração desse inquérito, Fonteles não se manifestou sobre os argumentos apresentados pelo advogado de Jucá, Antônio Carlos de Almeida Castro.
Romero Jucá é acusado de dar fazendas inexistentes como garantia para empréstimo com recursos públicos. O objetivo da apuração é esclarecer se houve irregularidades em empréstimo concedido à empresa Frangonorte, de Roraima, da qual ele era sócio.
Só após o parecer do procurador-geral, o ministro do STF deverá decidir sobre a abertura do inquérito e se a Polícia Federal irá realizar diligências, entre elas obtenção de cópia de um relatório da Controlaria Geral da União e de representação do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União. Peluso decidirá individualmente se acolhe, o que normalmente acontece, ou não o pedido.