Por ser, em parte, financiada pelo BNDES, a Folha de S.Paulo desse domingo (ontem) deu com viés negativo a exportação de serviços pelo Brasil na área de construção e incorporação imobiliária. A matéria mostrou que a exportação de serviços por construtoras brasileiras explodiu no mundo, sobretudo na América do Sul e na África e que de 2001 a 2010 o BNDES aumentou em 1.186% seus financiamentos para obras desse segmento no exterior.
A despeito da crise mundial, o boom continua na área, tanto que no próprio material da Folha, Luciene Machado, superintendente da área de comércio exterior do Banco atesta não só que a demanda nunca foi tão grande, quanto antecipa que os desembolsos este ano devem chegar a US$ 1,3 bi, uma alta de 38% em relação ao ano passado.
Conforme dados do Banco Central (BC), a exportação de serviços de engenharia subiu 208% em sete anos e o investimento brasileiro direto em infraestrutura e construção de edifícios 186% em cinco anos. Dessa forma vê-se a grave miopia da Folha na linha com que conduziu o noticiário a respeito.
Principalmente porque a exportação de serviços não vem sozinha, mas sim acompanhada da exportação de capitais e tecnologia. Fora o fato de que as empresas que exportam serviços abrem o mercado para a venda brasileira de minérios, alimentos e principalmente para a exportação de máquinas e equipamentos, e para investimentos brasileiros lá fora.
Assim, não podemos nem devemos aceitar a visão simplista e ideológica do jornal, contrária à nossa crescente exportação de serviços só porque na área de infraestrutura e tecnologia imobiliária ela é financiada por um banco público a cuja ação os jornalões se opõem.
Folha dá exportação de serviços com viés negativo
Segunda, 19 de Setembro de 2011 às 06:51, por: CdB