Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Foguetes palestinos matam dois em Israel

Segunda, 28 de Junho de 2004 às 07:43, por: CdB

Foguetes palestinos disparados da Faixa de Gaza nesta segunda-feira mataram duas pessoas em Israel, incluindo um menino de três anos. Espera-se uma forte resposta militar israelense depois que dois foguetes atingiram a cidade de Sderot, no sul do país. Cerca de 12 horas antes, militantes explodiram um posto militar na Faixa de Gaza, matando um soldado e ferindo outros cinco.

Pelo menos quatro palestinos também morreram na mais recente onda de violência na região, onde Israel e militantes lutam para declarar vitória antes da implementação do plano de retirada de Gaza do primeiro-ministro Ariel Sharon.

O Izz el-Deen al-Qassam, braço armado do grupo Hamas, assumiu responsabilidade pelo ataque a Sderot. "Quem está cuidando (de nossas crianças)? Ninguém. É esta a minha mensagem para o primeiro-ministro", disse Yitzhak Ohayon, cujo filho Afik foi morto em Sderot. "Íamos para a festa de encerramento do ano escolar do jardim de infância amanhã...e agora vamos para o funeral dele."

Autoridades médicas disseram que um homem de 50 anos também foi morto e uma dúzia de pessoas, incluindo a mãe do menino morto, ficaram feridas. Um dos foguetes caiu perto de uma escola, mas nenhuma das criança ficou ferida.

"Coloquei as crianças em um abrigo, e depois saí correndo e vi a mãe e o filho caídos na calçada, um em cima do outro", contou a professora Minnie Shoshan.

Esta foi a primeira vez que foguetes artesanais disparados de Gaza mataram alguém em Israel. Em geral, esse tipo de armamento carrega pouca carga explosiva e não causa vítimas.
Sharon pretende realizar consultas de segurança com seu gabinete ainda nesta segunda-feira, disse uma autoridade.

"Até agora Sderot tinha tido sorte com os ataques de foguetes Qassam, mas a sorte acabou hoje", afirmou o ministro Gideon Ezra à Rádio Israel. A cidade foi atingida por 10 foguetes neste ano, disse o Exército. O ataque levou muitos em Israel a imaginarem um cenário de foguetes atingindo as cidades do sul do país após a retirada.

"Elas (forças israelenses) não deveriam sair nunca de Gaza. Isso significaria morte para nós", declarou Mira Zaaroum, residente de Sderot, cidade operária a um quilômetro da fronteira.
Uma autoridade do alto escalão israelense disse que Sharon está determinado a continuar com seu plano de retirar todos os 21 assentamentos judaicos de Gaza e quatro dos 120 da Cisjordânia. "O terrorismo não vai ditar nossos planos políticos", disse a autoridade.

Avi Pazner, porta-voz do governo israelense, afirmou que Israel continuará com seus esforços para "destruir a infra-estrutura terrorista, prender os responsáveis por atividades terroristas e punir com rigor aqueles que perpetuam estas atividades assassinas". 

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