Os incêndios já mataram cerca de 50 pessoas desde sexta-feira e o governo grego declarou estado de emergência em todo país no sábado. O primeiro-ministro do país, Kostas Karamanlis, disse que a Grécia precisa "mobilizar todos os recursos e forças para enfrentar este desastre".
As províncias de Lakonia e Messinia – as mais atingidas – já estavam em estado de emergência.
Ajuda internacional
Autoridades suspeitam que alguns focos de fogo foram iniciados deliberadamente. Kalmaranlis disse que os culpados precisam ser processados.
— Tantos incêndios começando simultaneamente em tantas partes do país não podem ser uma coincidência — disse o premiê em um comunicado na televisão.
Um homem de 65 anos foi acusado de incêndio criminoso e assassinato em conexão com a morte de seis pessoas em Areopolis, no extremo sul da Grécia.
O governo grego pediu ajuda a alguns parceiros europeus. Alemanha, Espanha, França e Holanda já prometeram envio de ajuda.
A campanha eleitoral foi suspensa no país. Segundo a imprensa local, é provável que a eleição seja adiada no país devido aos incêndios.
O correspondente da BBC em Pyrgos, Malcolm Brabant, disse que as estações de rádio gregas estão recebendo muitas ligações de pessoas em vilarejos próximos às montanhas que se dizem cercadas pelos fogos.
Tragédias
Neste sábado, dois incêndios foram registrados perto de Atenas, obrigando o governo a fechar uma estrada entre o aeroporto e a cidade.
Entre as muitas histórias trágicas que estão chocando o país está a de uma mãe que morreu queimada ao lado dos quatro filhos. Eles morreram abraçados.
— Eu sinto uma enorme tristeza por nossos mortos — disse Karamanlis na TV.
— Eu sinto dor pela mãe que morreu nas chamas com seus braços ao redor de seus filhos. Eu sinto raiva, assim como vocês.
Sexta-feira e sábado foram os dias com o maior número de vítimas fatais. O verão seco e quente, com temperaturas de até 40º C, piora a situação e a previsão é que os incêndios continuem neste domingo.