Rio de Janeiro, 29 de Março de 2026

<i>Focus</i>: Crescimento é revisto para baixo pela quinta vez

O crescimento da economia nacional deve ficar em 3,11% no ano, de acordo com a média das projeções de uma centena de analistas de mercado consultados pelo Banco Central, na última sexta-feira. (Leia Mais)

Segunda, 18 de Setembro de 2006 às 10:30, por: CdB

O crescimento da economia nacional deve ficar em 3,11% no ano, de acordo com a média das projeções de uma centena de analistas de mercado consultados pelo Banco Central, na última sexta-feira. O resultado da pesquisa está no boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, e mostra que houve queda, a quinta este ano, em relação à projeção de 3,20% na semana anterior.

A redução na expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas no país ao longo do ano, reflete o fraco desempenho da indústria no segundo trimestre, constatado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A projeção de crescimento da produção industrial caiu de 3,81% para 3,66% na comparação semanal.

O crescimento abaixo do esperado, previsto também no relatório semestral do Fundo Monetário Internacional (FMI), alterou um pouco a projeção entre dívida líquida do setor público e PIB. A previsão anterior, de 50,30% no final do ano, aumentou para 50,35%, e deve baixar para 49,10% no ano que vem, de acordo com os economistas..

As projeções para o saldo da balança comercial (exportações menos importações) evoluíram para US$ 43 bilhões, se aproximando um pouco mais do saldo recorde do ano passado, quando o superávit (saldo positivo) chegou a US$ 44,7 bilhões. A melhora influenciou também a projeção de saldo de conta corrente, que envolve todas as transações comerciais e financeiras com o exterior. A previsão anterior, de saldo de US$ 9,85 bilhões, aumentou para US$ 10 bilhões.

São previsões de um cenário de mercado que estima taxa básica de juros (Selic) de 13,75% no final deste ano e de 12,50% em dezembro de 2007, e mantém a aposta na cotação de R$ 2,18 por dólar norte-americano, no encerramento de 2006, e de R$ 2,30 no fechamento do ano que vem.

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