Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

Focus 15 anos entra na reta final com apresentações gratuitas no Rio

Quinta, 07 de Julho de 2016 às 06:59, por: CdB

 

Em julho apresentações gratuitas acontecem na Arena Jovelina Pérola Negra (Pavuna) e na Arena Carioca Dicró

Por Redação - do Rio de Janeiro:  

A mostra Focus, 15 anos entra na reta final com apresentações neste mês na Zona Norte do Rio. Dirigida por Alex Neoral, a Focus realizou desde fevereiro apresentações de seu repertório por toda a cidade. Nesta sexta-feira o público poderá assistir ao espetáculo Quase Uma, na Arena Carioca Jovelina Pérola Negra, na Pavuna. Já no dia 21 de julho é a vez da consagrada Vértice ser encenada na Arena Carioca Dicró, na Penha. Entrada grátis. Dirigida e coreografada por Alex Neoral, a companhia é hoje uma das mais atuantes na dança carioca.

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A mostra Focus 15 anos entra na reta final, apresentando de graça espetáculos nas Arenas da Prefeitura

Entre 2010 e 2011, se apresentou em 32 cidades francesas destacando a aclamada Bienal da Dança de Lyon, em setembro de 2010. No exterior já levou sua arte também para Portugal, Itália, Alemanha e Panamá e no Brasil, para mais de 70 cidades, entre capitais e cidades do interior. Em 2007 e 2008 seus trabalhos foram indicados entre os melhores do ano pelo Caderno B, do Jornal do Brasil. E em 2011 As canções que você dançou pra mim foi eleito entre os 10 melhores pelo Jornal O Globo, e em 2012 pelo Guia da Folha de São Paulo, sendo um dos 3 melhores pela originalidade e simplicidade na opinião do júri especialista.  Atualmente, a Focus Cia de Dança  é patrocinada pela Petrobras.

Quase Umaem cena, bailarinos se deparam constantemente com limitações. A relação com o limite se desenvolve nos corpos a cada movimento. A partir desse diálogo com o que é permitido e o que é proibido, são criados novos corpos, diferentes espaços e tempos coreográficos. Quase Uma busca encontrar uma nova forma de movimentação partindo de um lugar onde não se é livre nunca. Dentro desta ideia, a movimentação ultrapassa sua primeira instância e se mostra plena ao longo da coreografia. O foco principal, apesar de em cada momento os bailarinos serem colocados a novas impossibilidades, é a liberdade com que o elenco transita neste lugar onde a limitação proposta acaba gerando novas possibilidades de movimento. É um espetáculo que explora as relações entre corpo e seus traços no espaço. A cada momento os bailarinos experimentam novos caminhos, vemos uma linguagem cada vez mais própria do coreógrafo. Há corpos e formas que se reinventam a cada segundo.

Vérticeestreou em 2000 no Rio de Janeiro, marcando a primeira produção profissional da Focus Cia de Dança. Vértice, quando dançado em 2000, reuniu 3 peças coreográficas: Nada além de um, Tribos (trabalho coreografado por Marcellus Ferreira) e Trajeto. Agora, ao programa inicial de 2000 se somar quatro trabalhos coreografados por Alex e que marcaram o início da trajetória da Focus: Nada além de um (2000), Inter-cessão (2000), Trajeto (2000) e PorPartes (2002),

Nada além de um fala de um mesmo espaço e sete caminhos. Sete traçados, que se cruzam, que se aproximam e se afastam. Os sapatos vermelhos iluminam os limites e criam fronteiras. E esses corpos se vêem compelidos a se relacionar e compartilhar os mesmos estímulos e texturas.

Por partes situa um corpo fragmentado, onde cada parte revela sua influência e sua autonomia. O trabalho aborda com humor as inusitadas imagens que uma estrutura contorcida pode suscitar e como pedaços falantes desse mesmo corpo podem desencadear novos movimentos. Porpartes tevesua versão ampliada a convite de Roberto de Oliveira e Richard Cragun para a DeAnima Bale Contemporâneo, em 2005.

Inter-cessão tem uma estética estruturada num jogo comunicativo que expõe a autonomia cinética enquanto sistema produtor de sentidos. Tempo, atitude, interseção. A coreografia reflete sobre relacionamento com o espaço e com o outro; sobre conflitos que lapidam e aparam arestas. Teve sua participação nos Novíssimos e Rumos Itaú.

Trajeto retrata o desejo de ultrapassar o espaço que se habita. Em cena, o limite da diagonal do espaço desenha a direção a ser atingida. As tentativas, a insistência pelo mesmo objetivo mostram a vontade de romper, de surgir em outro lugar. 

Ficha técnica

Direção artística e coreografia, Alex Neoral, direção de produção, Tatiana Garcias, luz, Binho Schaefer  e Tatiana Garcias, Técnico de Iluminação, Phelipp Raposo, Direção de Palco, Wellison Rodrigues,  bailarinos, Alex Neoral, Carol Pires, Clarice Silva, Cosme Gregory, Felipe Padilha, Gabriela Leite, Marcio Jahú e Mônica Burity.

Duração, 57 min

Classificação Indicativa, Livre

Serviço

Quase Uma, 8 de julho, às 15h e às 19h30, Arene Jovelina Pérola Negra - Pavuna, Praça Ênio, S/N - Pavuna / Tel: 2886-3889

Vértice, 21 de julho, às 15h e 19h, Arena Carioca Dicró, Parque Ary Barroso – Penha (entrada pela Rua Flora Lobo) / Tel: 3486-7643

Apresentações grátis

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Edições digital e impressa