Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) chega a Buenos Aires nesta segunda-feira para pressionar o governo argentino em sua negociação com os possuidores estrangeiros de bônus em default, enquanto sete de cada dez argentinos apóiam a postura das autoridades de pagar apenas 25 centavos por dólar devido.
Os técnicos do FMI vão a Buenos Aires com o objetivo declarado de revisar as contas fiscais e verificar a postura do governo argentino em suas negociações com os credores privados de vários países, que têm papéis argentinos em moratória no valor de 88 bilhões de dólares.
Com esse panorama externo, sete de cada 10 argentinos consideram que os credores são 'especuladores atraídos por altas taxas de juros' e 'fundos 'abutres' que procuram países em crise para ganhar mais', segundo pesquisa divulgada neste domingo pelo jornal argentino 'Página/12'.
Recente pesquisa com 1.100 pessoas feita pela empresa de consultoria Opinión Pública, Servicios y Mercados (OPSM) constata que mais de 60 por cento dos entrevistados consideram 'adequada' a oferta do Executivo presidido pelo peronista Néstor Kirchner de pagar apenas 25 por cento da dívida, ou seja, com uma diminuição de 75 por cento sobre valor de face dos bônus em default.