O Fundo Monetário Internacional (FMI) deve revisar para cima sua previsão para a economia global em 2010, já que há sinais de que o declínio econômico está moderando, afirmou uma autoridade do organismo, nesta sexta-feira. O vice-diretor-gerente do FMI, John Lipsky, alertou, no entanto, que ainda é cedo para declarar vitória, porque as condições financeiras estão longe do normal e o mundo ainda está em recessão.
– Embora os últimos dados apontem para um arrefecimento da contração global, ainda há muita incerteza sobre o momento e o ritmo da recuperação – disse Lipsky.
O FMI vai apresentar suas novas previsões econômicas em 7 de julho. O cenário anterior, feito em abril, apontava contração mundial de 1,3% neste ano e crescimento de 1,9% no próximo. Lipsky acrescentou que a recuperação no ano que vem será fraca, com a atividade nos países desenvolvidos recuperando-se apenas gradualmente. Os mercados emergentes não conseguirão retornar ao crescimento potencial enquanto os desenvolvidos estiverem com performance fraca, disse ele. - Em resultado disso, os déficits de produção e emprego continuarão aumentando ao longo de 2010 - concluiu.
Declínio
A economia do Japão deixará em breve de ser a segunda do mundo, status que mantinha há 41 anos, e será superada pela da China, admite um relatório governamental japonês publicado nesta sexta-feira.
"O status de segunda economia mundial para o Japão está chegando a seu fim", afirma o informe anual do ministério da Economia, Comércio e Indústria (Meti).
A conclusão coincide com a do Fundo Monetário Internacional (FMI), que considera que o Produto Interno Bruto (PIB) nominal da China superará o do Japão em 2010 ou, inclusive, já em 2009, se a economia chinesa cresce mais do que o previsto e a japonesa continua se contraindo fortamente.
A economia japonesa sofreu no primeiro trimestre de 2009 uma contração recorde de 14,2% em ritmo anual. Para o conjunto do ano, o FMI prevê uma recessão de 6,2% no Japão e um crescimento de 6,5% na China. O Japão é a segunda economia mundial desde 1968.
O ministério japonês pede que se repense o papel do país na economia mundial e que não se recorra ao protecionismo, que aumenta sempre que a situação econômica piora.