O Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou a reduzir, nesta quarta-feira, a previsão de crescimento da economia mundial, alertando que os riscos de deflação estão aumentando e os ativos tóxicos precisam ser removidos do sistema bancário. A estimativa para expansão global neste ano foi cortada para 0,5 % – a mais fraca desde a Segunda Guerra Mundial – frente à previsão de 2,2% anunciada em novembro.
A perspectiva é ainda pior para economias avançadas como os Estados Unidos e a zona do euro, com previsão de retração de 1,6% e 2%, respectivamente. O FMI disse que as economias emergentes devem ser a única fonte de crescimento, com expansão de 3,3% este ano e de 5,0% no próximo. Esse prognóstico, no entanto, é mais baixo que o anunciado há três meses.
Para o Brasil, a estimativa é de crescimento ficou entre 1,8% este ano e 3,5% em 2010, acima portanto das previsões iniciais de economitas do Fundo, que chegaram a falar em um crescimento da ordem de 0,8% para 2009.