Diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn pediu nesta sexta-feira um maior aumento dos recursos do organismo, para que ele possa desempenhar um papel "crível" como concessor de empréstimo. Strauss-Kahn afirmou que o recente aumento de US$ 500 bilhões nos recursos do FMI requer aprovação a cada 5 anos e pode ser ativado apenas em tempos de crise.
Ele acrescentou que isso pode criar incertezas sobre se os países poderão contar sempre com o FMI.
– Essa incerteza significa que o FMI não pode ser um concessor de empréstimos global de última instância crível. E devido ao fato de que fornecer um seguro financeiro é essencial para resolver e prevenir crises, a base de recursos do FMI precisa aumentar mais – disse Strauss-Kahn.
Strauss-Kahn acrescentou que ainda não é o momento de retirar os estímulos econômicos do governo, devido ao elevado desemprego e ao setor financeiro ainda abatido. O executivo afirmou, durante a reunião anual do FMI, que retirar os estímulos rápido demais prejudicaria a recuperação global.
– Claro que temos que pensar nisso, temos que preparar a estratégia de retirada, mas não é o momento de implementá-la. Se alguém... implementar a estratégia de saída cedo demais, essa situação pode abater a recuperação – concluiu.