As exportações brasileiras devem continuar a impulsionar a economia do país neste ano, embora as reformas devam levar algum tempo até que se traduzam em maior crescimento, apontou o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta sexta-feira.
Anoop Singh, diretor para Hemisfério Ocidental no FMI, disse que está particularmente impressionado com "a profundidade e a diversidade" das exportações brasileiras nos últimos anos.
- E tudo isso é um presságio muito bom para o crescimento em termos reais - afirmou Singh, que é o representante do Fundo para a América Latina.
A economia brasileira cresceu pouco mais de 5% no ano passado - o ritmo mais forte em uma década. Singh acrescentou que o crescimento iria desacelerar neste ano em linha com a expansão mais fraca de toda a região.
Ele disse ainda que os principais riscos ao crescimento brasileiro em 2005 são os desequilíbrios globais evidenciados pelo déficit recorde em conta corrente dos EUA, o ritmo do aperto monetário pelo Fed e o impacto dos preços do petróleo.
Mas tendo passado por reformas nos últimos anos, a economia brasileira está bem posicionada para continuar crescendo - especialmente dado o tempo até que as reformas influenciem o crescimento.
- Há um atraso entre reforma e crescimento e muitas reformas foram feitas no Brasil desde os anos 90 - disse.
- Nossa percepção é de que isso leva tempo até se traduzir em crescimento e é por isso que estamos confiantes de que, porque ainda temos que ver o efeito completo das reformas, há ímpeto suficiente na economia para continuar crescendo.
Singh pediu que o governo brasileiro pressione para ter mais reformas, particularmente no mercado de trabalho.
FMI mostra confiança sobre o crescimento no Brasil
Sexta, 15 de Abril de 2005 às 12:16, por: CdB