Lagarde disse ainda que o FMI deve aprovar a nova parcela de empréstimo aos grebos, após uma sexta revisão das contas
O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve, nesta terça-feira, a projeção de crescimento econômico para o Brasil neste ano em 2,5%, mas reduziu a estimativa para o próximo ano também para 2,5%, ante 3,2%. O Brasil, que cresceu apenas 0,9% no ano passado, enfrenta inflação persistentemente alta mesmo num momento em que a economia tem dificuldades para decolar.
"A inflação mais alta reduziu a renda real e pode pesar sobre o consumo, enquanto restrições de oferta e incerteza política podem continuar a conter a atividade", disse o FMI, em nota.
O Fundo também informou que o Mexico deve crescer 1,2% neste ano, ante projeção anterior de de 2,9% em julho, devido à queda nos gastos públicos, recuo na construção e demanda fraca nos EUA por exportações locais.
"Espera-se que o crescimento recupere-se gradualmente e volte a 3% em 2014, à medida que a manufatura ganhe fôlego devido à recuperação da demanda dos EUA, os gastos públicos ganhem força e as reformas estruturais em vigor comecem a dar frutos", disse o FMI em seu relatório Perspectiva Econômica Mundial.
Previsão
Em meados deste ano, o FMI já cogitava reduzir sua previsão de crescimento mundial por causa da situação nos países emergentes, disse a chefe do FMI, Christine Lagarde, em conferência neste domingo.
– Tínhamos uma previsão de crescimento de cerca de 3,3%. Mas temo que, considerando o que estamos vendo agora nos países emergentes, em particular – e não nos países em desenvolvimento e nos países de baixa renda, mas nos países emergentes, temo que possamos estar um pouco abaixo – disse ela, referindo-se a previsão do fundo para 2013, em uma conferência de economistas na cidade do sul francês de Aix-en-Provence.
Lagarde disse que não daria números específicos porque o Fundo deverá publicar oficialmente os dados nesta semana. O FMI reduziu sua previsão de crescimento global para 2013 para 3,3% em abril, para baixo de sua projeção janeiro de 3,5%.
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