Rio de Janeiro, 02 de Novembro de 2026

FMI insiste em descida 'agressiva' da TSU

Poul Thomsen defende um corte de oito pontos percentuais, o dobro do que Passos Coelho assumiu na campanha eleitoral. Redução dos custos patronais será...

Terça, 13 de Setembro de 2011 às 16:03, por: CdB
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Poul Thomsen defende um corte de oito pontos percentuais, o dobro do que Passos Coelho assumiu na campanha eleitoral. Redução dos custos patronais será compensada pelos consumidores. Poul Thomsen, representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a missão da 'troika' em Portugal, defendeu na noite de terça-feira uma descida "agressiva" da taxa social única (TSU), que deveria ter um corte equivalente a 2% do produto interno bruto (PIB). A medida representaria uma descida de cerca de oito pontos na TSU, o dobro do que Passos Coelho defendeu na campanha eleitoral. Falando a partir de Washington, numa conferência telefônica com jornalistas às 20 horas de Lisboa, Thomsen disse que só um corte "substancial" na TSU poderá ter -- impacto real na competitividade -- do país. A medida, a ser adotada, corresponderá a um novo aumento brutal de impostos, já que o governo sempre disse que esse corte dos gastos patronais com os trabalhadores deveria ser compensado com aumento do IVA (isto é, deveria ser pago por todos os consumidores). Recorde-se que António Borges, diretor do FMI para a Europa e ex-vice-presidente do PSD afirmou, em declarações ao Diário Econômico de segunda-feira, que -- é absolutamente fundamental a descida da Taxa Social Única (TSU) -- em Portugal. Mas não explicou onde é que o Estado português irá buscar os cerca de 3,2 mil milhões de euros que essa redução representaria.
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