Rio de Janeiro, 10 de Fevereiro de 2026

FMI diz que crise nas bolsas é 'administrável'

Mesmo com ação de bancos centrais, bolsas caíram no mundo e no Brasil; dólar subiu.

Sexta, 10 de Agosto de 2007 às 19:53, por: CdB

O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse, nesta sexta-feira que a atual instabilidade nos mercados financeiros internacionais é "administrável", apesar das quedas registradas nas bolsas de valores em todo o mundo. Em uma nota, o FMI afirma acreditar que as bases que sustentam o crescimento global permanecem no mesmo lugar. No mercado, no entanto, a expectativa é de que a atual instabilidade ainda dure várias semanas. No Brasil, o índice Bovespa caiu e a cotação do dólar subiu nesta sexta-feira.

O dólar fechou em alta de 1,3% e chegou a R$ 1,952, maior cotação desde junho. O índice Bovespa teve queda de 1,48%, atingindo 52.712 pontos. Durante a sessão do dia, o índice chegou oscilar com baixa de 3%.Intervenções. No resto do mundo, o dia também foi de perdas. Nem mesmo as intervenções dos bancos centrais da Europa e dos Estados Unidos nos mercados foram suficientes para reverter o quadro de quedas mundiais.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, injetou no sistema financeiro do país um total de US$ 35 bilhões, em duas operações separadas.Na primeira delas, o Fed cedeu US$ 19 bilhões para as reservas dos bancos (a mais volumosa injeção aberta e temporária de recursos do BC americano no mercado em quatro anos) e, depois, mais US$ 16 bilhões.

Para eles, os bancos centrais passam uma mensagem de confiança, reiterando que a liquidez dos mercados está assegurada. Mas, ao mesmo tempo, transmitem medo, já que os investidores podem interpretar que os problemas são suficientemente graves para necessitar uma intervenção.Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 3,7%, o CAC da bolsa de Paris teve baixa de 3,13% e o DAX, da bolsa de Frankfurt, terminou o dia com queda de 1,48%.

Do outro lado do mundo, não foi diferente: a bolsa de Tóquio fechou com baixa de 2,4%, e o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 2,88%.

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