Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

FMI considera crise argentina como 'devastadora'

O novo chefe de política do Fundo Monetário Internacional (FMI) reconheceu que a Argentina foi um caso difícil e disse que não há fórmula mágica para perceber crises como a que devastou a economia daquele país em 2002. (Leia Mais)

Domingo, 18 de Abril de 2004 às 16:57, por: CdB

O novo chefe de política do Fundo Monetário Internacional (FMI) reconheceu que a Argentina foi um caso difícil e disse que não há fórmula mágica para perceber crises como a que devastou a economia daquele país em 2002.

No entanto, o Fundo pode aprender com seus erros, disse Mark Allen. Allen disse que a crise na Argentina foi inédita em várias maneiras, principalmente na gravidade do colapso e no caos econômico e político que o sucederam.

- Nós podemos fazer nosso trabalho adequadamente daqui para frente, sendo imparcial sobre as políticas necessárias para restaurar a prosperidade na Argentina. O Fundo deveria apoiar uma série de políticas na Argentina que dariam base para uma cooperação entre a Argentina e seus credores'', disse sobre as negociações de reestruturação da dívida entre Buenos Aires e os credores privados com títulos de 88 bilhões de dólares inadimplentes - disse.

Uma série de crises financeiras em países em desenvolvimento nos últimos anos - dos problemas na Rússia e na Ásia em 1998 à moratória da dívida na Argentina em 2001- sujeitaram o FMI a críticas e colocaram seu trabalho sob um microscópio.

Allen, que chefia o departamento de revisão e desenvolvimento de orientação política do FMI, disse que olhar para trás é válido para que se consiga seguir adiante.

- Ainda não chegamos ao fim da estrada estudando essas questões - disse.

O economista britânico foi indicado para o cargo -- um dos principais na tomada de decisões do órgão -- em novembro, substituindo Tim Geithner.

Veterano do FMI desde 1974, Allen disse que o Fundo foi submetido a uma remodelagem desde a crise asiática para melhor entender o que provoca tais crises e como elas devem ser resolvidas.

- Cada crise nos dá bastante material novo para reflexão, o que é incorporado à nossa análise - disse.

Doadores e investidores confiam nessa análise para garantias de que alguém está observando o sistema financeiro mundial. É por isso que o trabalho do FMI é tão crucial.

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