O diretório do Fundo Monetário Internacional (FMI) completou nesta segunda-feira, a segunda revisão do acordo entre este organismo e a Colômbia, no valor de 2,2 bilhões de dólares.
O final da revisão permite ao Governo colombiano retirar cerca de 145 milhões de dólares, o que eleva a cerca de 1,2 bilhão de dólares a quantidade já colocada a disposição de Bogotá dentro deste programa de crédito, aprovado há um ano.
Até o momento, o Governo do presidente Álvaro Uribe não retirou dinheiro desta linha de crédito, que considera como uma medida de precaução.
Ao completar a revisão, o diretório do Fundo decidiu eximir a Colômbia do requisito de haver apresentado a reforma a Lei Orgânica de Orçamento ante o Parlamento antes do novembro passado, uma das condições que o FMI tinha imposto para a concessão do empréstimo.
O Executivo colombiano apresentou a proposta de lei para a reforma do código orçamentário antes de finais de dezembro.
O diretório do Fundo aprovou também a solicitação colombiana para que lhe eximisse dos requisitos de comportamento econômico fixados para dezembro de 2003 devido a que a informação não estava disponível no momento no qual o diretório examinou a revisão.
Depois da aprovação da segunda revisão, a vice-diretora do FMI, Anne Krueger, indicou que "o Governo da Colômbia alcançou louváveis progressos na execução de um sólido programa de reformas econômicas para conseguir um crescimento mais rápido e melhorar a igualdade social".
- Este programa começou a render frutos, ao possibilitar um sólido crescimento do investimento e da atividade econômica e uma notável queda do desemprego - acrescentou a vice-diretora gerente do Fundo.
A política econômica do país ao longo de 2003 cumpriu "em geral" seus objetivos e se espera que quando se façam públicas as cifras do déficit do setor público se tenha reduzido, graças às medidas para fomentar as receitas e o firme controle das despesas, opinou Krueger.
Além disso, segundo a "número dois" do Fundo, a política monetária do Banco da República permitiu reduzir a inflação.
- A política econômica para 2004 tem como objetivo conseguir uma subida ainda maior do crescimento econômico e uma queda sustentada da inflação. O Governo e o Parlamento deram início a medidas fiscais e sobre a despesa pública pensadas para reduzir o déficit do setor público a 2,5 por cento do Produto Interno Bruto para este ano - aponta.
Krueger apontou a adoção do novo código orçamentário, a racionalização do sistema fiscal e o fortalecimento do sistema de pensões como questões básicas "para moderar o crescimento da despesa pública e manter a sustentabidade fiscal".