Os membros do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovaram, nesta segunda-feira, por ampla maioria, o plano para aumentar o poder de voto da China e de outros três países emergentes junto ao organismo, que tinha a oposição do Brasil.
O projeto terá uma segunda fase com reformas mais extensas até 2008, de modo a deixar o Fundo com mais representatividade de seus 184 membros. A reforma busca corrigir a baixa representatividade de países como a China, que tem menos votos que Bélgica e Holanda, embora o tamanho de sua economia seja o dobro da dos dois países europeus juntos.
- Essas reformas de governança são tremendamente importantes para o futuro de nossa instituição - disse o diretor-geral do FMI, Rodrigo de Rato, no texto de um discurso a ser feito na terça-feira.
O plano também expôs profundas divisões em uma instituição que procura um novo papel em um mundo em que poucos países precisam de empréstimos de emergência e grandes nações ignoram seus conselhos.
O resultado da votação superou os 85% necessários para aprovação:
- Eu acho que é um resultado importante e muito bom que 90,6% dos membros do FMI tenham aprovado o aumento de cota para China, Coréia do Sul, México e Turquia - disse o ministro de Finanças da Alemanha, Peer Steinbrueck, que divulgou o resultado antes da confirmação oficial.
A posição da China no ranking de membros do FMI pulará do 9º para o 6º lugar.