Da mesma forma que fiz em relação à entrevista do Roberto Messenberg, coordenador do IPEA, e sobre o último relatório do órgão (leiam abaixo o post O terrorismo quanto a estouro da inflação), peço a vocês que leiam e releiam, com lupa e nas entrelinhas, o relatório divulgado nesta 4ª feira pelo FMI.
As vésperas de sua reunião de primavera - a ser aberta amanhã - o Fundo, aliás, tem divulgado relatórios em profusão, quase diariamente desde o início desta semana. Este divulgado ontem, simplesmente repete o que nossa midia, o chamado mercado e os rentistas dizem todo dia no Brasil.
Ele acusa os bancos públicos de serem os responsáveis pela inflação e só secundariamente - pasmem! - responsabilizam por ela a enxurrada de dólares que assombra o mundo, fruto da política monetária dos Estados Unidos no pós-crise de 2008-2009.
Medidas adotaxas na Europa não resolveram as crises
Como as economias emergentes crescem e as da Europa e dos EUA praticamente não crescem, apesar do crescimento da inflação - vide a Grã Bretanha - o FMI começa a desqualificar nosso crescimento e a exigir medidas ortodoxas para deter o que chama de deterioração dos fundamentos econômicos e da qualidade do crédito.
Assim, nosso velho e conhecido FMI exige de nossos países um menor crescimento, igualando-nos ao resto do mundo desenvolvido que adota medidas expansionistas (os EUA) e recessivas (a Europa), sem qualquer medida efetiva para reformar o sistema financeiro ou consolidar a divida dos países insolventes - ou quase - como Irlanda, Espanha, Portugal e Grécia.
Ao invés de propvidências e políticas que reformem o sistema financeiro global, adotam as inacreditáveis medidas de corte de gastos e aumentos de impostos, que até agora não resolveram nada, a não ser provocar, maiores desemprego e recessão, e em alguns casos, a queda e as derrotas eleitorais dos governos que as propõem e/ou as executam.
FMI adota discurso do mercado e dos rentistas
Quinta, 14 de Abril de 2011 às 06:35, por: CdB