Fluminense prova mais uma vez que é "Time de Guerreiros"
O Time de Guerreiros venceu o Argentinos Juniors por 4 a 2 em Buenos Aires e conquistou a heróica classificação para segunda fase de Libertadores. Nas oitavas-de-final, o Flu enfrentará o Libertad do Paraguai. O time nem teve tempo para festejar, dadas as cenas de violência protagonizadas por elementos de ambas as equipes.
"Esqueça os fatos, a razão, a lógica. O Fluminense desafia todos eles e vence. Essas coisas não combinam com o Tricolor, ele está acima disso, é uma questão mais de amor, paixão, tradição, coragem, esperança, superação e acima de tudo, emoção. Fluminense? Não se explica...". São com frases de Nelson Rodrigues a melhor tradução de mais uma epopéia Tricolor na sua centenária e gloriosa história. Com gols de Julio Cesar, Rafael Moura e Fred (2), o Time de Guerreiros venceu o Argentinos Juniors por 4 a 2 em Buenos Aires e conquistou a heróica classificação para segunda fase de Libertadores. Nas oitavas-de-final, o Flu enfrentará o Libertad do Paraguai.
- Nossa equipe entrou focada. Teve o controle da partida – resumiu o técnico Enderson Moreira.
A equipe brasileira venceu no reduto do Argentinos Juniors, mas nem teve tempo para festejar, dadas as cenas de violência protagonizadas por elementos de ambas as equipes.
Entre socos e pontapés, o apoiador Conca soube se defender bem. Mas não deixou de criticar duramente a atitude de seus conterrâneos.
- Sinto vergonha. Outro dia um torcedor morreu no jogo entre San Lorenzo e Vélez Sarsfield. Temos de dar o exemplo dentro de campo e isso não foi feito. Assim, muitos outros podem morrer. Até mesmo um jogador. É preciso aprender que o futebol é uma diversão que faz todos felizes, e não uma guerra. Viemos apenas para jogar - disse o jogador, dando sua versão para o acontecimento.
- A pancadaria não começou hoje. Ela é resultado de muitas pessoas falando coisas erradas antes de a bola rolar.
Um dos que sofreram com a violência dos jogadores do Argentinos Juniors foi o volante Diguinho. Ele tinha marcas da batalha na cabeça e no olho direito, este último graças a um soco dado pelo atacante Oberman. Apesar das agressões, Conca não saiu machucado da briga.
O meia Marquinho, herói tricolor na histórica partida de 2009, quando marcou o gol que salvou o Flu do rebaixamento, valorizou a força do grupo:
- A gente veio para ganhar, com porrada em tudo!
Com a ajuda de um “exército” de mil torcedores que nunca desistem, o estádio Diego Armando Maradona, em Buenos Aires, viu um Fluminense partir para cima do Argentinos Juniors. Na bola, só na bola, diga-se de passagem. Com um início bem organizado, o atual campeão brasileiro, dominava as ações. E não demorou muito para abrir o placar. Aos 17 minutos, Julio Cesar recebeu passe açucarado de Marquinho e chutou cruzado abrindo o placar em Buenos Aires, Flu 1 a 0.
A noite “rodrigueana” estava se desenhando. Aos 25 minutos, em um lance estranho na área, o árbitro marcou penalti de Gum em Salcedo. O atacante paraguaio cobrou e converteu empatando o jogo, 1 a 1. O Fluminense sentiu o gol. Mas os Guerreiros Tricolores foram buscar o resultado. Aos 40 minutos, em uma falta de longa distância, o atacante Fred acertou um “balaço” e fez o segundo gol tricolor, Flu na frente, 2 a 1.
No segundo tempo, o Flu continuou dominando, mas a noite ainda prometia fortes emoções. Aos nove minutos, em bola rebatida da área tricolor, o meia argentino Oberman chuta e a bola desvia em Valencia enganando Berna. Empate em Buenos Aires, 2 a 2.
Obra do Sobrenatural de Almeida? Já que o personagem de Nelson Rodrigues insistia em passear em Buenos Aires, o Fluminense reuniu todas as suas forças e marcou o terceiro. Aos 23 minutos, Rafael Moura pegou rebote de uma cabeçada de Valência e deixou o Flu na frente, 3 a 2. Em Montevidéu, Nacional e América empatavam sem gols. Com este resultado, o Flu precisava de mais um gol para conseguir sua histórica classificação.
E o Gravatinha deu o ar de sua graça. Aos 43 minutos, Edinho recebeu passe na frente, invadiu a área e foi tocado por Navarro. Penalti! Fred foi para bola e quase acertou o Gravatinha, pendurado na trave no ângulo direito de Navarro. Fluminense 4 a 2. Era o suficiente. Mais uma vez o Fluminense desafiou a matemática e, com a ajuda de Gravatinha, saiu-se vencedor de mais uma batalha.
Fred, o artilheiro, resumiu a incrível noite de quarta:
- Falei para o grupo que com o nosso time unido, ficaria muito difícil segurar a gente. As coisas consideradas impossíveis, conseguiríamos reverter - disse o capitão tricolor.
É isso aí, Fred, Fluminense classificado! E como diria Nelson Rodrigues: "Sente-se a interferência do Sobrenatural de Almeida na estúpida tentativa de comprometer o triunfo tricolor. Mas o torpe indivíduo sempre perdeu para o nosso venerando e falecido Gravatinha".
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