Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Flórida executa réu que matou outro para garantir a pena de morte

Quarta, 26 de Maio de 2004 às 17:21, por: CdB

Um prisioneiro da Flórida que matou outro para garantir que seria condenado à morte recebeu hoje, quarta-feira, uma injeção letal e se transformou no segundo réu executado este ano no estado.

John Blackwelder, de 49 anos, recebeu um coquetel letal na Prisão Estatal da Flórida, em Starke, um dia após sua execução ter sido adiada, informou o escritório do governo do estado.

As autoridades adiaram em 24 horas a execução de Blackwelder depois que outro réu assegurou que Blackwelder não teria assassinado a pessoa pela qual foi condenado à pena de morte.

Horas antes da execução, o governador da Flórida, Jeb Bush, disse aos jornalistas que uma investigação realizada durante toda a noite de terça-feira confirmou que o réu havia assassinado o também prisioneiro Raymond Wigley.

"Isso me convenceu de que a acusação não era verdade", expressou Bush, que acrescentou que a investigação incluiu provas de DNA, embora não tenha dado maiores detalhes sobre ela.

As autoridades investigam uma informação do prisioneiro William Demler, que enviou uma carta à Procuradoria Geral do estado indicando que outro réu teria confessado o assassinato de Wigley.

Blackwelder recebeu a condenação à morte pelo assassinato de Wigley, ocorrido em dia 6 de maio de 2000. Na segunda-feira passada, reiterou à imprensa que lamentava tê-lo matado, mas que era a única alternativa que tinha para obrigar as autoridades a sentenciá-lo à pena máxima e a executá-lo.

O prisioneiro cumpria prisão perpétua por agressão sexual contra um menino de dez anos, crime do qual sempre afirmou não ser culpado.

Como não suportava a idéia de passar o resto da vida em uma prisão, sem possibilidade de liberdade condicional, o réu decidiu que cometeria um crime para ser condenado à pena de morte, segundo afirmou ante um tribunal.

Uma corte da Flórida condenou Blackwelder à pena de morte, após ele ter se declarado culpado da morte de Wigley.

O réu sofria de desordem de personalidade anti-social e pederastia, é o décimo quinto réu a receber injeção letal e o qüinquagésimo nono prisioneiro a ser executado pela Flórida após os justiçamentos terem sido retomados em 1979.

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