O Flamengo conquistou o tricampeonato Carioca neste domingo em cobranças de pênaltis, em uma reedição da final de 2007, quando empatou em 2 a 2 com o mesmo Botafogo nas duas partidas e levou a disputa para as penalidades máximas.
Mais uma vez, o goleiro rubro-negro Bruno levou a melhor e defendeu as cobranças de Juninho e Leandro Guerreiro, ironicamente dois dos mais experientes jogadores do Botafogo e que estavam presentes na decisão de dois anos atrás.
À torcida do Botafogo restou a amarga impressão de que o time continua a sofrer com um velho problema: a falta de um bom e mais seguro goleiro, sobretudo em jogos decisivos. O jovem Renan até fez boas defesas, principalmente no segundo tempo, mas se mostrou afobado e falhou no lance do primeiro gol do Flamengo. E nas cobranças de pênalti, com exceção do primeiro chute, de Kleberson, em que chegou a tocar na bola, não conseguiu sequer sair na fotografia. O torcedor alvinegro que lembrou de Castillo, Max e afins não errou.
O tricampeonato do Fla não foi, porém, fácil como o jogo pintava no primeiro tempo. A superioridade nas arquibancadas e os 2 a 0 de vantagem – um de Ronaldo Angelim e um de Kleberson, aos 19 e aos 38 – na primeira etapa davam aos rubro-negros a ideia de que seria fácil. O primeiro gol foi marcado pelas falhas nas saídas de gol de Renan e pelo toque final do zagueiro Ronaldo Angelim, que terminou de empurrar a bola para o fundo das redes após cabeçada de Kleberson. O segundo foi em bela cobrança de falta, que desviou no lateral Alessandro e enganou o goleiro botafoguense.
Para completar, na volta para o segundo tempo, logo aos 2 minutos, Victor Simões, um dos destaques do Botafogo no campeonato, perdeu um pênalti defendido por Bruno. Foi a deixa para a torcida rubro-negra explodir no Maracanã e cantar como se o título já fosse certo.
Mas aos 16 minutos, o panorama começou a mudar. O zagueiro Junhinho, que mais tarde desperdiçaria uma das cobranças de pênalti decisivas, cobrou falta com imensa categoria e diminuiu o placar. Dois minutos depois, o balde de água fria na festa dos rubro-negros. Leandro Guerreiro fez belo lançamento, Alessandro deixou a bola na frente e Túlio Souza apareceu como elemento surpresa na área, tocando na saída de Bruno.
A partir daí, o jogo ferveu e Renan ainda fez boas defesas. Mas nenhuma das equipes conseguiu ousar a ponto de desempatar o jogo. Em um dos últimos lances, uma nota triste na carreira do capitão Fábio Luciano em sua suposta última partida como jogador profissional (ele já está repensando a ideia de se aposentar e deve jogar ainda pela Copa do Brasil): após cobrança de escanteio de Juan, ele subiu e deu uma cortada na bola com a mão, na tentativa de fazer o gol. Como já tinha um amarelo, foi expulso.
E a decisão foi mesmo para os pênaltis e aí o goleiro Bruno foi, novamente, decisivo. Kleberson, Juan, Airton e Léo Moura converteram para o Fla. Leo Silva e Gabriel (com muita categoria) fizeram para o Bota, mas Juninho e Leandro Guerreiro, que já passaram por isso e que deviam ter se espelhado na segurança de Gabriel, bem mais jovem do que eles, tiveram suas cobranças defendidas pelo número 1 da Gávea.
O técnico Cuca conquistou, assim, seu primeiro título como treinador profissional. Há exatos dois anos, ele era o técnico do Bota e perdeu, também nos pênaltis, para o mesmo Ney Franco que hoje comanda o Alvinegro. E o Flamengo é tri, ou melhor, penta-tri e se sagra definitivamente como o maior campeão do Rio. O clube celebra seu 31° título, um a mais do que o Fluminense.
Flamengo conquista o tri e é o maior campeão do Rio
O Flamengo conquistou o tricampeonato Carioca neste domingo em cobranças de pênaltis, em uma reedição da final de 2007, quando empatou em 2 a 2 com o mesmo Botafogo nas duas partidas e levou a disputa para as penalidades máximas.(Leia Mais)
Domingo, 03 de Maio de 2009 às 17:17, por: CdB