Rio de Janeiro, 24 de Outubro de 2026

Fitoecologistas vegetais tratam a obesidade à distância

A obesidade é um dos principais males deste século, a era da fast food. Hoje, 40% da população do planeta são de obesos. (Leia mais)

Quinta, 17 de Julho de 2008 às 13:29, por: CdB

A obesidade é um dos principais males deste século, a era da fast food. Hoje, 40% da população do planeta são de obesos (têm em média excesso de 20% da massa corpórea ideal para a sua altura e idade). Outros 10% são macro-obesos. Alguns componentes do fenômeno são a falta de tempo, o enorme consumo de fast-food, as alterações endócrinas, a falta de exercícios físicos e o estresse, além do baixo índice de uma substância chamada serotonina - que causa as sensações de prazer e saciedade em nosso cérebro.

O quadro se torna ainda mais complexo se considerarmos as terapias mais comuns. O grande número de remédios controlados para se perder peso, como as anfetaminas ou inibidores cerebrais que atuam no SNC (Sistema Nervoso Central), diminuem a ansiedade. Porém, quando o indivíduo deixar de ingeri-lo, os estímulos se multiplicam, aumentando a compulsão alimentar e levando a uma dependência química perigosa, principalmente quando tomados concomitantemente com o uso do álcool ou outra droga.

A maior resistência por parte dos indivíduos obesos é reconhecer tais riscos. Como o problema não é novo, existem abordagens que tentam resultados superiores à administração de anfetaminas. Uma delas é utilizar a farmacopéia natural para estimular o obeso - por meio de um processo de desintoxicação - a sentir-se mais leve em nível cerebral. Igualmente, vale ressaltar que, diferentemente dos inúmeros e indesejáveis efeitos colaterais contidos em medicamentos químicos, o mesmo já não acontece com os medicamentos naturais.

Para muitos cientistas, o ideal é proporcionar o emagrecimento ou perda de peso de uma forma não-invasiva, sem oferecer riscos à saúde embutidos no uso de anfetaminas. É a proposta, por exemplo, do Núcleo de Ciencias da Amazônia, que estuda há 15 anos o uso de plantas nativas da floresta amazônica, para perda de peso.

Contando com um acervo de 2 mil plantas catalogadas, tem a já citada estratégia, estimula o obeso através do processo de desintoxicação. O trabalho dos fitoecologistas vegetais, tem outra peculiaridade: o atendimento à distância. O Núcleo considera isso como terapia do novo século ou terapia virtual. O objetivo é diminuir as distâncias e também a necessidade de responder a muitas demandas, proporcionar atendimento terapêutico mais amplo.

No projeto Saúde Bilateral do Núcleo de Ciencias da Amazônia, é feita uma avaliação via e-mail, fax ou telefone. Daí ocorre à requisição de alguns exames e da avaliação terapêutica necessária a um tratamento individualizado, sem que necessariamente a pessoa precise sair de sua residência ou cidade, sendo prestado um monitoramento por seus pesquisadores botânicos ao longo de dois meses, ao longo do tempo necessário para eliminação das gordura.

Embora os cientistas alertem que é preciso um estudo correto para não haver super dosagem mesmo sendo plantas medicinais. Para se obter dez miligramas da substância principal do boldo, por exemplo, seriam necessários, aproximadamente, 100 gramas de folhas de boldo. E ninguém, por mais desinformado que seja, faria uma xícara de chá com 100 gramas de boldo. A imposição da contra-indicação de forma generalizada, portanto, é polêmica. São as altas doses que tornam os chás contra-indicados.

Pelo atendimento a distância, é possível obter o histórico individual do obeso, pelo qual os botânicos trabalham com subsídios suficientes para montar uma metodologia eficaz. Cada pessoa é um ser único, com estado de ânimo diferente e também com um metabolismo celular original.

O projeto Saúde Bilateral tem a duração de dois meses, e permite emagrecer de forma saudável. As plantas medicinais atuam promovendo uma desintoxicação orgânica nas células e nos filtros de eliminação dos resíduos alimentares: fígado, vesícula, rins e intestino. Entre as plantas podemos ressaltar a Salva do Marajó (Hiptys incana), Folha do Lacre (Vismia antiscrophylla), Camélia sinensis, Coleus Barbatus, Açoita cavalo (Luhea grandiflora), Graviola (Anona muricata), entre outras que auxiliam o organismo a perda gradativa do excesso de peso, impedindo que o paciente volte a engordar.

Maiores informações: amazonia@interconect.com.br

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