Rio de Janeiro, 09 de Maio de 2026

Fiscais do Trabalho libertam 187 trabalhadores

O Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego libertou nessa quinta-feira, 187 pessoas da condição de trabalho escravo. Eles foram encontrados em situação subumana na fazenda Buriti, uma das maiores produtoras de tomate da região, localizada a menos de 10 quilômetros de Pirenópolis, em Goiás. (Leia Mais)

Sexta, 23 de Setembro de 2005 às 10:27, por: CdB

O Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego libertou nessa quinta-feira, 187 pessoas da condição de trabalho escravo. Eles foram encontrados em situação subumana na fazenda Buriti, uma das maiores produtoras de tomate da região, localizada a menos de 10 quilômetros de Pirenópolis, em Goiás.

O grupo continua no local até a conclusão dos pagamentos dos direitos trabalhistas.

Segundo o coordenador da ação, o auditor fiscal Humberto Célio, os trabalhadores estavam alojados em barracas de lona, consumiam água com indícios de contaminação por agrotóxicos e estavam endividados.

Foram apreendidas mais de 500 notas promissórias emitidas pela compra de produtos alimentícios e de equipamentos.

- Muitas das notas não tinham sequer assinatura dos trabalhadores - disse o coordenador.

O proprietário da fazenda, Odilon Ferreira Garcia, enviou hoje representantes ao local para providenciar o acerto de contas dos trabalhadores.

Os cálculos preliminares indicam que as indenizações devem chegar a R$ 600 mil. Os trabalhadores resgatados vão receber três parcelas do Seguro-Desemprego, no valor de R$ 300,00 cada.

Odilon Ferreira Garcia será responsabilizado pela situação, uma vez que vinha arrendando parte de sua propriedade para os trabalhadores, que deveriam pagar o aluguel com a produção de tomates da fazenda.

No esquema de exploração, os trabalhadores - incluindo oito crianças - eram obrigados a comprar equipamentos e comida em um armazém montado dentro da fazenda Buriti.

Segundo informações da Radiobrás, o procurador do Trabalho Januário Justino Ferreira, que acompanha a ação, informou que o fazendeiro não deve escapar de uma Ação Civil Pública com pedido de indenização por dano moral causado aos trabalhadores.

A Ação deve ser apresentada pelo Ministério Público do Trabalho na Justiça do Trabalho de Goiás. A Polícia Federal também vai instaurar um inquérito policial.

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