O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), acelerou na terceira prévia de abril, com alta de 0,25%. A taxa anterior havia sido de 0,16%. O grupo Alimentação foi o único a ter queda no período, com variação negativa de 0,02%.
Na segunda prévia, os preços dos alimentos haviam apresentado variação positiva de 0,24%. Houve ainda redução no ritmo de aumentos em Educação, que subiu 0,08%, ante uma alta anterior de 0,11%. As maiores elevações foram constatadas em vestuário (0,79% ante 0,47%): saúde (0,71% contra uma alta de 0,37%), na segunda prévia; transporte (0,57% contra 0,42%) e despesas pessoais com taxa de variação em (0,12% ante uma queda, na pesquisa anterior de 0,34%). Em habitação, o IPC passou de 0,08% para 0,17%.
Pressão menor
Já o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) desacelerou e subiu 0,22% em abril, reflexo do menor aumento dos custos com alimentos, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira. A variação apurada ficou abaixo dos 0,41% de março e menor do que o estimado por analistas consultados pela Reuters, que esperavam alta de 0,32%.
"O menor crescimento de preços dos produtos alimentícios foi a principal causa da redução do IPCA-15 de março para abril", afirmou o IBGE em comunicado. Os preços do grupo Alimentação e Bebidas subiram 0,39% neste mês, ante ganho de 1,21% em março. "Produtos como tomate, cebola, ovos e café, embora em alta, perderam intensidade no ritmo de crescimento", afirmou o IBGE.
De janeiro a abril, o IPCA-15 registrou variação de 1,62%. Nos últimos 12 meses, o indicador acumula alta de 3,0%. O IPCA-15 é tido como uma prévia do IPCA, o índice que serve de referência para a meta de inflação do governo. A metodologia de cálculo é a mesma, apurando a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país.
A diferença está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário.