Rio de Janeiro, 02 de Maio de 2026

Fiocruz confirma morte de Villas-Boas por febre maculosa

Quinta, 03 de Novembro de 2005 às 11:05, por: CdB

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou, nesta quinta-feira, que o motivo da morte do superintendente de Vigilância Sanitária do município do Rio, Fernando Villas-Boas Filho, foi mesmo febre maculosa.

A Fiocruz informou ainda que uma mulher que mora na Bahia e também se hospedou na pousada Capim Limão, em Itaipava, contraiu a doença. Ela, porém, passa bem após o tratamento.

Os técnicos da Vigilância Sanitária e do município de Petrópolis, na região serrana, se reuniram para avaliar os possíveis focos de febre maculosa na região, que recebe em média 10 mil turistas semanalmente.

Três pessoas que se hospedaram há duas semanas na pousada apresentaram sintomas da doença e duas delas já morreram: o jornalista Roberto Moura, que morreu na semana passada, e o superintendente da Vigilância Sanitária do município do Rio, Fernando Villas Boas Filho, que morreu na segunda-feira.

A terceira possível vítima é um professor aposentado de 62 anos, que está internado desde a semana passada no Hospital São Lucas, em Copacabana.

O quadro de saúde dele apresentou hoje leve melhora, mas de acordo com a assessoria do hospital, ele continua no CTI, respirando com a ajuda de aparelhos e submetido a sessões hemodiálise.

Nova vistoria deve ser realizada ainda hoje nos arredores da Capim Limão, para identificar a existência de mais focos do carrapato estrela, vetor da febre maculosa, ou seja infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii, que transmite a doença.

Os estabelecimentos ligados ao turismo, como hotéis, pousadas e restaurantes, começam a distribuir material educativo, elaborado pela prefeitura de Petrópolis, orientando a população sobre como se prevenir da doença.

Segundo a Fiocruz, os primeiros sintomas da febre maculos, segundo a Fiocruz, levam em média de sete a dez dias para se manifestar.

Os exames realizados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), para detectar a doença a partir do sangue dos possíveis infectados, deram resultado negativo.

Segundo a Fiocruz, no entanto, o resultado já era esperado, porque a doença demora alguns dias para ser constatada, só depois que o organismo da vítima produz anticorpos. Uma segunda amostra já está sendo analisada.

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