Rio de Janeiro, 18 de Janeiro de 2026

Financeiras defendem queda de apenas 0,25 ponto na Selic

Quarta, 18 de Abril de 2007 às 15:00, por: CdB

A Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento (Acrefi) e o Sindicato das Financeiras dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo (Secif-RJ) divulgaram, nesta quarta-feira, nota conjunta em que afirmam que a queda gradativa e continuada da taxa Selic preserva os ganhos obtidos, até então, com a política monetária adotada pelo Banco Central. Para as financeiras, a taxa básica de juros cai para 12,5% ao ano na reunião do Copom que termina nesta quarta-feira.
 
O conselheiro econômico da Acrefi, Istvan Kasznar, afirma que ainda não é possível determinar qual será o impacto qaue a redução dos juros nos últimos meses terá sobre o PIB e, desse modo, acredita que a inflação poderá apresentar algum repique em certo momento, devido a uma maior pressão do consumo.
 
- Não creio que a Selic cairá 0,25 ponto, de forma continuada, até a última reunião do Copom desse ano. Acredito que a taxa irá parar de cair durante o ano por pressões inflacionárias e até poderá sobir num certo momento. O Brasil ainda não está pronto para ter taxa de juros muito mais baixa que atual -, enfatiza.
 
O presidente do Secif-RJ, José Arthur Assunção, explica a importância de a queda da Selic ser a conta-gotas.
 
- É obvio que todos nós gostaríamos que a taxa de juros brasileira já fosse de Primeiro Mundo. Tenho certeza que o presidente do BC, Henrique Meirelles também gostaria. Mas não é possível baixar os juros mais fortemente. Nunca o Brasil conviveu com juros nominais tão baixos. É um terreno ainda inexplorado e não sabemos, com certeza, das conseqüências sobre a inflação e o produto nos próximos anos -, disse.
 
Assunção explica que, ao se deflagrar uma crise financeira interna ou externa de grande importância, é normal que a autoridade monetária eleve os juros numa grande magnitude de uma tacada só. Mas, segundo ele, quando a situação é de normalidade, a tendência é de que a taxa caia de forma gradativa, ainda mais num momento em que os juros já são muito mais baixos do que o padrão das últimas décadas.
 
- Ainda não sabemos, de fato, o impacto que a queda da Selic, desde meados de 2005, terá efetivamente sobre o produto em 2007. É preciso usar sintonia fina, daqui em diante, nas próximas ações -, afirma Assunção.
 

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