Em nota divulgada na tarde desta quinta-feira a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) e o Sindicato das Financeiras dos Estados do Rio de janeiro (Secif-RJ) diz apoiar a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que acabou de baixar a taxa Selic para 11,5%, confirmando a queda de 0,5 ponto percentual, esperada por grande parte do mercado.
Para o conselheiro econômico da Acrefi, Istvan Kasznar, a economia brasileira vive um momento especial, no qual as bases são sustentáveis e as projeções dos agentes econômicos são muito boas. Segundo ele, os sucessivos cortes na Selic juntamente com algumas mudanças estruturais da economia vêm dando um fôlego a mais ao Produto Interno Bruto (PIB) do país, que deverá ter forte expansão nesse segundo semestre de 2007.
— O Brasil ingressou numa Nova Era econômica, na qual a inflação é baixa e mantém uma trajetória de estabilidade com mínima flutuação, o crescimento retoma um ritmo mais vigoroso e as reservas internacionais crescem incessantemente —, disse Kasznar.
Segundo Kasznar, mesmo com inflação controlada - em torno de 3,5% neste ano de 2007 -, o país mostra uma retomada do crescimento de forma sustentável.
— O Produto Interno Bruto (PIB), que foi de 2,6% em 2006, chegará aos 4,4% em 2007 e possivelmente aos 4,8% em 2.008 —, prevê.
— É notável o avanço do volume de crédito, devido à queda dos juros desde 2005 e à diminuição da inflação, que permitem maior previsão dos fluxos de caixa e dos saldos —, completa.
Já o presidente do Secif-RJ, José Arthur Assunção, ressalta dois pontos que considera fundamentais para o Copom ter cortado novamente em 0,5 ponto a taxa Selic:
— A inflação continua sob controle, devendo fechar o ano bem abaixo de 4%, quando a meta estipulada é de 4,5%. Além disso, o dólar não pára de se desvalorizar frente ao real e o único remédio que talvez possa estancar a queda da moeda americana é o corte contínuo da Selic, que desestimularia operações de arbitragem —, explica.
Para Assunção, na próxima reunião do Copom novamente haverá queda de 0,5 ponto nos juros básicos e ele ainda arrisca dizer que “é provável que a Selic feche 2007 em 10% ao ano, o que seria muito estimulante para o setor produtivo”.
Rio de Janeiro, 06 de Fevereiro de 2026
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