Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Fim de semana nostálgico

Segunda, 19 de Julho de 2004 às 07:20, por: CdB

Não teve jeito. A pequena mostra do MAM com filmes do Brock que seguiu no final de semana não deu IBOPE. E a freqüência foi fraquíssima, com sessões no domingo que levaram apenas seis pessoas à sala. No sábado foi exibido Rockmania e Rock estrela. O primeiro, de Adnor Pitanga, diretor que veio de fracas pornochanchadas e encerrou sua carreira ali, foi o pior de todos os filmes (deixando clara uma marca de seu passado com um mal gosto incontestável). O segundo, de Lael Rodrigues, foi a melhor fita de toda a mostra. Com Leo Jaime fazendo um papel absurdamente ridículo e Malu Mader em sua estréia na telona. 
 
O domingo começou com o comportado Tropclip (único sem nudez e palavrão), de Luiz Fernando Goulart. A produção foi a única do gênero a dialogar com outra similar (Bete Balanço), de forma a situa-la como referência básica. Aliás, a própria protagonista, Ticiana Studart, é bastante parecida com Débora Bloch (a Bete Balanço). No mais, uma certa vontade de se desvincular de influências estrangeiras (anulada por referências na cenografia - discos, fotos, pôsteres, etc.).
 
Encerrando o ciclo, Rádio pirata, fita derradeira de Lael Rodrigues e seu pior trabalho. Trazendo como protagonista a sumida Lídia Brondi, que permanece reclusa desde os anos 90, começava ali uma provável evolução do gênero, que foi interrompida por diversos fatores (a morte de seu maior nome, Lael Rodrigues, o fim da Embrafilme nos anos seguintes).  
 
No mais, com a exibição dessas fitas (e as outras passadas anteriormente - Bete Balanço e Menino do Rio) se comprova, na época, uma vontade em se modernizar (todos os filmes traziam "tecnologias de ponta" ou técnicos em eletrônica), e vencer na vida (seja fazendo clipes cafonas ou montando uma banda, de rock, claro). Sempre fantasiando esse brinquedo de star...

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