A semana termina com o fim da bolha especulativa política. Apesar de várias manchetes criticando áreas do governo, não houve crise na base do governo e nem essa se desintegrou. Pelo contrário, votou e aprovou matérias no Senado e na Câmara.
Os ministros novos já tocam seus ministérios, a ofensiva da oposição uniu o PT e o aproximou do PMDB. A presidenta Dilma Rousseff assumiu as rédeas da articulação política e deu poderes às ministras Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, para tocar a agenda política.
O governo lançou novos programas e mantém sob controle os gastos fiscais, garantindo que superávit primário do Brasil no acumulado deste ano até julho crescesse 111% e que 78% da meta de R$ 117,9 bilhões para o ano fosse atingido. As medidas também estão segurando a inflação.
Centro da meta de inflação em 2012
A média mensal projetada pelo mercado para o segundo semestre de 2011 é compatível com o centro da meta para a inflação. De acordo com o BC, a inflação está em trajetória declinante, mas, se houver necessidade, o governo federal não hesitará em adotar medidas para garantir a convergência da inflação ao centro da meta em 2012.
A tendência de queda na aceleração dos preços dá ao Banco Central espaço na política monetária para baixar os juros. Se ele vai usar ou não lançar mão desse instrumento é outra questão.
No final das contas, ganhou o país, já que a necessidade de uma Reforma Política e Administrativa ficou mais evidente. Também ficou mais claro o papel dos órgãos de fiscalização e controle – eles, de fato, precisam ser reforçados e apoiados.