Rio de Janeiro, 14 de Maio de 2026

Filmes proibidos, locais que deveriam ser também

A idéia de se trazer uma atmosfera há muito perdida, no cinema americano, sempre causa uma certa surpresa e rende boas críticas. E é nessa seara que parte Sin City, um filme noir cartunesco com uma velocidade irritante de videogame. (Leia Mais)

Quinta, 04 de Agosto de 2005 às 14:30, por: CdB

A idéia de se trazer uma atmosfera há muito perdida, no cinema americano, sempre causa uma certa surpresa e rende boas críticas. E é nessa seara que parte Sin City, um filme noir cartunesco com uma velocidade irritante de videogame. A mistura de tecnologia de última geração com fotografia e histórias noir, mais uma pretensão plástica de mistura de cores duvidosa faz de Sin City um filme-brochada. Que pena. Está sendo vendido como um certo filme de autor... mas tem autor de mais para pouco conteúdo. Ou ainda, acabou virando uma obra de ninguém, sem a mínima chance de se tornar algo lembrado (seja pela fotografia, seja pelo roteiro - ou menos ainda, seja pela direção).
 
 Até o mestre em trazer atmosferas há muito perdidas no cinema americano, Quentin Tarantino, assina a direção de uma seqüência. O óbvio: a fórmula está cansada, nem que para isso ressuscitem mais uma vez o rei do filão galã nostálgico moderno americano, Mickey Rourke. Grotesco. Fico com Kill Bill que tem a dignidade de se assumir como um autêntico filme de autor ("O quarto filme de Quentin Tarantino", disse o trailer). Sin City é o filme do ano, o filme que não deveria ter sido feito.
 
                                                        *****
 
Triste ver que Espanglês, até agora um dos melhores filmes americanos do ano, tenha ido parar na sala da Cândido Mendes. Esse que vos escreve viu lá e saiu terrivelmente chateado por ter assistido a essa obra interessantíssima em uma sala tão ruim (pelo menos não foi projeção em digital - nem tudo está perdido).
 
                                                        *****
 
Pra piorar? Teorema, clássico de Píer Paolo Pasolini, no Instituto Moreira Salles.

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