Rio de Janeiro, 15 de Maio de 2026

Filmes de terror enfrentam fracasso nas bilheterias

Terça, 26 de Julho de 2005 às 10:44, por: CdB

Hoje em dia a única coisa que assusta nos filmes de terror é o estado de suas bilheterias. Desde 6 de maio, quando <i>A casa de cera</i> estreou nos Estados Unidos, já foram lançados outros cinco filmes de terror - todos com resultados pífios.

O muito divulgado remake de <i>O museu de cera</i> vendeu modestos 32,1 milhões de dólares de bilheteria; <i>Terra dos mortos</i>, de George Romero, arrecadou apenas 20,3 milhões de dólares; <i>Água negra</i>, remake de um terror japonês com direção do brasileiro Walter Salles, não conseguiu mais de 23,1 milhões de dólares, e o importado francês <i>Haute tension</i> rendeu míseros 3,6 milhões de dólares.

A Lions Gate Releasing nutria altas esperanças para a estréia de <i>The devil's rejects</i>, de Rob Zombie, no último fim de semana, mas o filme estreou na oitava posição nas bilheterias, arrecadando modestos 7 milhões de dólares, número que deve cair bastante em seu segundo final de semana em cartaz.

Diante da saturação do gênero, os mestres do terror estão receosos de que a bolha do horror já tenha estourado.

- Parece que algumas coisas boas estão se perdendo - disse Brad Fuller, sócio da Platinum Dunes, que produziu o bem-sucedido remake de <i>Massacre da serra elétrica</i> (<i>The Texas chainsaw massacre</i>) em 2003. Ele prepara agora um filme que deve anteceder a primeira história. A empresa também prepara um remake do filme de terror <i>A morte pede Carona</i> (<i>The hitcher</i>), dos anos 1980.

- Estamos analisando as cifras para ver o que podemos fazer de maneira melhor e mais inteligente.

<b>DIVISÕES ESPECIALIZADAS </b>

Enquanto isso, a New Line Cinema, que lançou suas raízes no campo do terror há décadas, está tirando um descanso do gênero.

- Essa saturação é a razão pela qual só vamos lançar outro terror no primeiro trimestre do ano que vem - disse David Tuckerman, presidente de distribuição doméstica do estúdio, referindo-se a <i>Premonição 3</i> (<i>Final destination 3</i>).

Alguns observadores da indústria já previam essa fase de vacas magras havia algum tempo. Ainda no inverno norte-americano deste ano, porém, havia filmes de terror rendendo bastante.

<i>Vozes do além</i> (<i>White noise</i>) e <i>Amigo oculto</i> (<i>Hide and seek</i>) estrearam em janeiro nos EUA com mais de 19 milhões de dólares cada e arrecadaram ao todo mais de 50 milhões cada, enquanto <i>O pesadelo</i> (<i>Boogeyman</i>) acumulou 46 milhões.

A New Line e a Dimension, esta última construída com base no sucesso da série <i>Pânico</i>, mantiveram sua empresa mãe, a Miramax, fora do vermelho por muitos anos.

Enquanto isso, outras companhias foram buscando abrir caminho no mercado dos calafrios, incluindo a Raw Nerve e a Ghost House, de Sam Raimi.

Recentemente a Focus Features, da Universal, criou sua própria divisão especializada, a Rogue, enquanto a Lions Gate assinou contrato para nove filmes com a Twisted Pictures, o selo de horror da Evolution Entertainment.

A enxurrada de novos títulos vai continuar em agosto com o filme de Ian Softley sobre vudu em Nova Orleans <i>The skeleton key</i> e a história sobre monstros submarinos <i>The cave</i>.

Em setembro, haverá <i>The exorcism of Emily Rose</i>, <i>A névoa</i> (<i>The fog</i>), remake do clássico de John Carpenter <i>A bruma assassina</i>, e, em dezembro, <i>Underworld: Evolution</i>, sequência de <i>Anjos da noite - underworld</i>.

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