O filme sobre o membro fundador de uma das bandas mais famosas do mundo, Stoned - A História Secreta dos Rolling Stones é decepcionante. A trama descreve a queda de Brian Jones, cuja sede insaciável por hedonismo contribuiu para seu fim tanto profissional quanto pessoal, e termina contando seu afogamento em sua própria piscina aos 27 anos de idade.
Apesar de exibir grandes quantidades de sexo e drogas, o longa economiza no rock ''n'' roll. O filme ofereça uma revelação sobre as circunstâncias da morte de Jones, mas o desfecho é monótono em vez de estimulante. A história, que marca a estréia na direção de Stephen Woolley, um produtor veterano que tem uma longa associação com Neil Jordan, mostra a vida de Jones quando ele ainda não havia chegado ao fundo do poço.
Mas era apenas uma questão de tempo antes que Jones, interpretado por Leo Gregory, fosse expulso do grupo ao preferir se refugiar no interior de Sussex em vez de aparecer para os ensaios da banda. Enquanto isso, ele preenche seus dias e noites em um transe provocado pelas drogas, se relacionando com Anita Pallenberg (Monet Mazur) e Anna Wohlin (Tuva Novotny), entre várias outras.
Certo dia, durante um transitório momento de lucidez, Jones decide fazer algumas melhoras na casa e, a conselho de seu agente, ele contrata o empreiteiro Frank Thorogood (Paddy Considine) para o trabalho. Logo o empreiteiro vira uma espécie de lacaio não oficial de Jones, um papel que é acompanhado por sentimentos crescentes de inveja e ressentimento.
A sensação frequente em Stoned é que o diretor, que há mais de uma década queria contar a história de Jones, não está bem certo sobre que história contar. O resultado é que o trabalha vacila, repetindo indiferentemente suas ações. Visualmente, Stoned se sai bem ao recriar a época, com a ajuda do diretor de fotografia John Mathieson (de Gladiador) e do figurinista Roger Burton, que já tinha prática com obras relacionadas a períodos musicais, como Sid e Nancy - O Amor Mata e Absolute Beginners.