Rio de Janeiro, 08 de Agosto de 2026

Filme sobre crise econômica desbanca "Lixo Extraordinário"

O filme Trabalho Interno desbancou Lixo Extraordinário, o único competidor brasileiro do Oscar 2011, e levou o prêmio de melhor documentário de longa-metragem na competição. Dirigido e produzido por Charles Ferguson, Trabalho interno culpa as instituições financeiras pela pior crise econômica mundial desde a Grande Depressão.

Segunda, 28 de Fevereiro de 2011 às 09:31, por: CdB
O filme Trabalho Interno desbancou Lixo Extraordinário, o único competidor brasileiro do Oscar 2011, e levou o prêmio de melhor documentário de longa-metragem na competição, que transcorreu na madrugada desta segunda-feira, em Los Angeles. Dirigido e produzido por Charles Ferguson, Trabalho interno culpa as instituições financeiras pela pior crise econômica mundial desde a Grande Depressão. Neste ano, embora o Brasil não estivesse concorrendo no Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro, o filme Lixo Estrangeiro era um dos indicados na disputa de melhor documentário. Coprodução brasileira-britânica, o filme narra a colaboração entre o artista plástico brasileiro Vik Muniz e catadores de lixo no aterro de Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Ele foi dirigido pela britânica Lucy Walker e pelos brasileiros Karen Harley e João Jardim. Trabalho interno, o filme vitorioso da categoria, já havia vencido o prêmio de melhor documentário na competição Directors Guild of America. Para produzi-lo, Ferguson entrevistou diretores de bancos e conselheiros políticos. Os outros concorrentes na categoria, além de Lixo Extraordinário, eram os filmes Exit Through the Gift Shop, Gasland, e Restrepo. Pouco antes, o filme Strangers No More, sobre crianças imigrantes numa escola em Tel-Aviv, venceu o prêmio de melhor documentário curta-metragem. Na disputa por melhor filme de língua estrangeira, o vencedor foi o dinamarquês Em um Mundo Melhor, um drama dirigido por Susanne Bier. O filme narra a história de um médico que viaja entre sua pacata cidade numa vila na Dinamarca – onde seu casamento está entrando em colapso – e um campo de refugiados na África. Em um mundo melhor derrotou títulos do México, Grécia, Canadá e Argélia. Coadjuvantes O ator Christian Bale venceu o Oscar de melhor ator coadjuvante por seu papel como um ex-boxeador em O Vencedor. Bale, 37, havia ganhado vários prêmios antes do Oscar, mas especulava-se que ele poderia perder o troféu para Geoffrey Rush, que atuou em Discurso do Rei. Pouco antes, Melissa Leo ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante por sua atuação também em O Vencedor. No filme, Leo intepreta a matriarca de uma família de boxeadores. Na disputa por melhor animação, o filme vitorioso foi Toy Story 3, dublado por um grupo de atores que incluiu Tom Hanks e Tim Allen.
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