Rio de Janeiro, 22 de Outubro de 2026

Filme com prostitutas tem sucesso em Locarno

Quinta, 14 de Agosto de 2008 às 10:31, por: CdB

O filme se passa em Amsterdã e se baseia num livro espanhol de Andres Barber, a diretora é a holandesa Mijke de Long, as duas atrizes principais são de origem russa e a ´irmã de Kátia´ é de uma família bósnia que se refugiou na Holanda na época da guerra de fragmentação da Iugoslávia.

Essa mistura de origens mostra bem a realidade da nova Europa em vias de se transformar num grande país continental.

Ao contrário da maioria dos outros filmes da competição, A Irmã de Kátia não tem uma preocupação social, exceto a de que as mulheres precisam trabalhar para sobreviver e que, em Amsterdam, onde um bairro tem mulheres nuas nas vitrinas e uma profusão de lojas de revistas e DVDs pornográficos, o exercício da prostituição não é tão mal visto como em outros países.

Donde, a mãe de Kátia é uma prostituta respeitável, como diria Sartre, e sua irmã depois de algumas liberdades sexuais com um um italian lover, decide seguir a carreira da mãe. Porém, a mãe de Kátia não fica nada contente com isso, porque, no mundo da prostituição existem níveis diferentes e Kátia, bela jovem de corpo perfeito, decide ser bailarina de buate, onde dança antes de ir para a cama. O ambiente é também diferente da prostituição independente e autônoma exercida pela mãe, e Kátia é logo envolvida pelas drogas.

A irmã de Kátia, de 13 anos, morena, gorda, de óculos, tem um olhar ingênuo sobre o mundo familiar e, na escola, quando o professor faz aquela velha pergunta do que você quer ser quando crescer, ela escreve – quero ser ser apenas a irmã de Kátia. E, enquanto sua mãe e irmã trabalham, ela cuida da casa e prepara as refeições.

Solitária, sem consciência do mundo real, a irmã de Kátia é abordada numa praça por um evangelista que lhe fala de Jesus e da Bíblia. Encantada pelo pregador que lhe dá atenção, ela sai, enfim, do seu mutismo e isolamento, contando-lhe pormenores de sua família. Como sua mãe e irmã dizem que `os homens só querem mesmo uma coisa´, ela acaba por perder seu confidente ao lhe propor com a maior ingenuidade uma boqueta ou punheta, provocando uma fuga precipitada do pregador de sua casa.

 
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