O Exército e a Polícia das Filipinas, que no total deslocaram 51 militares para o Iraque, aguardavam nesta terça-feira uma ordem do governo para iniciar a retirada de suas tropas do país árabe, para salvar a vida do caminhoneiro filipino Angelo de la Cruz, capturado por rebeldes.
- A decisão é do governo, nós estamos preparados - disse o porta-voz da polícia filipina, Joel Goltiao, depois que o vice-ministro de Relações Exteriores, Raul Seguis, afirmou que as tropas filipinas voltarão para casa "o mais rápido possível".
Por sua parte, os seqüestradores caminhoneiro De la Cruz ainda não deram nenhuma resposta à decisão anunciada por Manila de retirar suas tropas do Iraque antes do planejado.
De la Cruz foi seqüestrado na quarta-feira passada perto de Falluja, que ameaçam decapitá-lo, se os militares que prestam trabalho humanitário não saírem do país até 20 de julho. Depois de estenderem o prazo duas vezes - o terceiro ultimato expirou na noite de segunda-feira -, uma fonte diplomática filipina disse à rede que o refém deverá ser liberado nesta terça-feira.
A secretária de Relações Exteriores das Filipinas, Delia Albert, reiterou nesta terça-feira o comunicado de que Manila vai retirar suas tropas do Iraque "o mais rápido possível", mas não especificou uma data.
- Quando o vice-ministro do Exterior, Rafael Seguis, falou essa manhã durante sua entrevista na (rede de TV) Al-Jazeera, falou com total autoridade do governo filipino - disse Albert em comunicado.
Mas Albert não especificou quando Manila vai cumprir a exigência dos rebeldes. Além das tropas, há mais de três mil civis filipinos trabalhando no Iraque, a maioria nas bases militares da coalizão.
A Austrália anunciou que vai enviar mais 30 soldados ao Iraque e dobrar a quantidade de veículos blindados leves para 12 unidades. Com a decisão, o destacamento militar do país no Iraque chega a 120, enquanto o número total de australianos a trabalho no Iraque e países vizinhos soma 880.