Rio de Janeiro, 20 de Maio de 2026

Filipino é libertado após passar 8 meses em cativeiro no Iraque

Quarta, 22 de Junho de 2005 às 17:30, por: CdB

O contador filipino Robert Tarongoy, que era mantido como refém no Iraque desde novembro, foi libertado nesta quarta-feira depois de meses de negociações com os sequestradores, disse uma autoridade do país asiático.

- Robert Tarongoy está finalmente voltando para casa -  anunciou a presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, depois de uma missa realizada na cidade de Cebu (região central das Filipinas).

- Ivy Tarongoy, mulher de Robert, me disse estar muito contente e profundamente agradecida com as notícias.

O filipino foi capturado junto com cinco outros companheiros de trabalho no dia 1o. de novembro, quando militantes invadiram uma vila de Bagdá onde moravam e que pertencia à empresa saudita que os havia contratado.

Quatro dos funcionários foram libertados rapidamente, mas o grupo militante ainda estaria mantendo sob seu poder o norte-americano Roy Hallums.

O governo filipino, cujos diplomatas presentes no Iraque conversaram com os sequestradores por meio de intermediários, afirmaram em março que o grupo militante havia prorrogado indefinidamente o prazo ao final do qual Tarongoy seria executado.

Segundo meios de comunicação, os sequestradores exigiam que o país asiático retirasse do Iraque mais de 6.000 filipinos que trabalham ali e que parasse de dar apoio à presença de militares norte-americanos no território iraquiano.

A TV árabe Al Jazeera disse que o grupo responsável pelo sequestro teria libertado o refém porque o governo filipino havia concordado em cumprir as exigências.

O canal divulgou imagens de membros do grupo, que se chamaria Exército dos Mujahideen, de pé ao lado do refém e segurando o que seria um comunicado do governo filipino afirmando que não permitiria mais que cidadãos do país viajassem para o Iraque. Os sequestradores também teriam exigido um resgate de 10 milhões de dólares.

O governo das Filipinas retirou uma pequena força humanitária que mantinha no Iraque em julho passado, atendendo a exigências de sequestradores que ameaçavam matar o motorista de caminhão filipino Angelo de la Cruz.

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