Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Filipinas: moradores se preparam para chegada de tufão

Portos foram fechados nas Filipinas, deixando milhares de viajantes retidos, e alguns governos locais ordenaram a retirada forçada de moradores nesta sexta-feira, enquanto o tufão Hagupit se dirige para a costa leste do arquipélago. Mais de 2.000 passageiros ficaram presos nos portos em Manila e na ilha de Mindanao depois que a guarda costeira interrompeu as viagens marítimas devido à tempestade de categoria 5, que pode atingir áreas devastadas pelo tufão Haiyan no ano passado.

Sexta, 05 de Dezembro de 2014 às 08:13, por: CdB
moradorestufao.jpg
Moradores aguardam veículo do governo para serem levados a centro de desabrigados em Tacloban, na Filipinas
Portos foram fechados nas Filipinas, deixando milhares de viajantes retidos, e alguns governos locais ordenaram a retirada forçada de moradores nesta sexta-feira, enquanto o tufão Hagupit se dirige para a costa leste do arquipélago. Mais de 2.000 passageiros ficaram presos nos portos em Manila e na ilha de Mindanao depois que a guarda costeira interrompeu as viagens marítimas devido à tempestade de categoria 5, que pode atingir áreas devastadas pelo tufão Haiyan no ano passado. - Nós alertamos cedo para se afastarem da costa, não apenas ancorarem os navios, porque antes eles estavam apenas ancorando os navios... As ondas levantaram os navios e jogaram na terra - disse Armand Balilo, porta-voz da guarda costeira, em entrevista a uma rádio. O Hagupit está localizado sobre o oceano Pacífico. O centro da tempestade está cerca de 500 km a sudeste das Filipinas, de acordo com o serviço meteorológico local, com ventos de até 215 km/h perto do centro e rajadas de até 250 km/h. O tufão deve atingir a província filipina de Samar no sábado, provocando chuvas torrenciais e uma elevação de 3 a 4 metros no nível do mar, disse o serviço meteorológico. A tempestade estava se movendo em direção ao litoral a cerca de 15 km/h. Na quinta-feira, o governo disse que estava considerando declarar estado de calamidade nacional para congelar os preços de produtos básicos, e o presidente Benigno Aquino mandou o Departamento de Comércio enviar mais suprimentos alimentares para as províncias em situação de risco, em meio a relatos de pânico na compra de suprimentos básicos. A tempestade pode seguir o mesmo trajeto do furacão Haiyan, que deixou mais de 7.000 mortos ou desaparecidos e mais de 4 milhões de desabrigados ou com casas danificadas ao atingir as Filipinas em novembro de 2013, de acordo com o serviço meteorológico.
Tags:
Edições digital e impressa