A polícia e as Forças Armadas das Filipinas procuravam na segunda-feira por pistas sobre um atentado a bomba ocorrido em um mercado lotado do sul do país e no qual morreram 14 pessoas.
Segundo as forças de segurança, militantes muçulmanos estão entre os suspeitos de terem realizado o ataque deste domingo no principal mercado da cidade General Santos. Outros suspeitos são uma gangue de sequestradores da região e comerciantes rivais.
A presidente filipina, Gloria Macapagal Arroyo, afirmou que o governo via na ação um ataque terrorista.
- Os terroristas que realizaram esse crime não terão nenhuma trégua e serão levados à Justiça - prometeu a presidente.
Testemunhas contaram que a bomba poderia estar dentro de uma sacola abandonada no local por um homem que comprou carne em uma das vendas na tarde de domingo, quando o local estava cheio de gente. O atentado deixou também 70 pessoas feridas.
O homem disse que voltaria para buscar suas coisas. Cerca de 30 minutos depois, uma explosão atingiu o local.
- Não descartamos a possibilidade de se tratar de um atentado terrorista - afirmou Antonio Billiones, chefe da polícia local.
- Há muitas possibilidades, entre as quais a de que a ação seja resultado de uma disputa entre lojistas rivais - disse ainda.
Uma estação de rádio da região afirmou ter recebido uma mensagem anônima do suposto responsável pelo atentado. A explosão teria sido um ato de vingança pela morte, uma semana antes, de um membro do grupo de sequestradores Pentagon. O criminoso tinha sido morto pela polícia.
A cidade de General Santos fica na Província de Mindanao, uma região das Filipinas onde atuam a Frente Moro de Libertação Islâmica (Milf), outros grupos muçulmanos menores e várias gangues de criminosos.
No entanto, o prefeito da cidade, Pedro Acharon, descartou a possibilidade de o atentado ter sido realizado por militantes muçulmanos ou pela gangue de sequestradores. Segundo Acharon, vários grupos de lojistas estavam brigando pelo controle do mercado municipal.
- Estávamos em alerta porque ficamos sabendo de um plano para queimar o mercado quatro dias atrás - disse o dirigente.