Autoridades filipinas preparavam nesta quarta-feira um plano para retirar seus soldados do Iraque, cumprindo a exigência de militantes que mantém um motorista filipino refém. No entanto, os militares disseram que ainda precisam receber ordens para deixar o país árabe.
Militantes iraquianos ameaçaram decapitar o motorista de caminhão Angelo de la Cruz caso os soldados filipinos não saiam do Iraque até 20 de julho. A Força Aérea filipina declarou que pôs dois aviões de prontidão para iniciar a retirada dos soldados.
Um comunicado do Departamento das Relações Exteriores das Filipinas, divulgado depois de confirmada a morte de um refém búlgaro por militantes iraquianos, afirmou que o número de soldados no Iraque foi reduzido de 51 para 43. Porém, o comunicado não informa quando foi feita a redução.
"O Departamento das Relações Exteriores está coordenando com o Ministério da Defesa a retirada dos soldados", afirmou a secretária das Relações Exteriores Delia Albert, em comunicado. "O número de soldados das Filipinas em Bagdá agora foi reduzido de 51 para 43".
As declarações da chancelaria filipina têm sido bastante vagas desde que o vice-secretário das Relações Exteriores disse na última segunda-feira que Manila iria retirar seus soldados o mais cedo possível, sem especificar uma data.
O vice-secretário também não esclareceu se Manila planeja retirar os soldados até 20 de julho. Autoridades filipinas também negaram-se a explicar se os soldados deixariam o país muito antes da data originalmente prevista, no dia 20 de agosto.
"Nós estamos prontos para levar para casa nossos soldados no Iraque, mas ainda não recebemos ordens para voar", disse um porta-voz da Força Aérea filipina, na quarta-feira.
"Há dois aviões de transporte C-130 esperando para voar para Manila", ele acrescentou.
Os Estados Unidos pressionaram as Filipinas para não cederem às exigências dos militantes.
A Bulgária confirmou nesta terça-feira a morte de um dos dois motoristas mantidos como reféns no Iraque, apesar dos esforços diplomáticos para tentar resgatá-los. Anteriormente, a rede de televisão árabe Al Jazeera tinha informado que o grupo militante liderado por Abu Musab al-Zarqawi, suspeito de ter relações com a Al Qaeda, matou um dos búlgaros e prometeu executar o outro dentro de 24 horas.