Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Filipinas e Malásia isolam mulheres com sintomas da Sars

Segunda, 05 de Janeiro de 2004 às 07:09, por: CdB

As autoridades médicas das Filipinas e da Malásia informaram nesta segunda-feira, que isolaram duas mulheres provenientes da China com sintomas de Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars), doença que no ano passado matou 774 pessoas.

O Sudeste Asiático se encontra em alerta desde o início de dezembro, quando se confirmou um caso em Taiwan, envolvendo um cientista militar que fora infectado em seu próprio laboratório e tinha viajado para um simpósio em Cingapura.

Na semana seguinte aparecia outro suposto doente na província chinesa de Cantão, um produtor de televisão de 32 anos que se recupera bem.

As autoridades chinesas ordenaram nesta segunda-feira o sacrifício de 10 mil civetas nos mercados de Cantão, depois de os primeiros testes revelarem a relação entra a espécie e o primeiro caso de Síndrome Respiratória Aguda Severa registrado em seis meses, o do produtor de televisão.

É justamente em Cantão que a Organização Mundial da Saúde (OMS) marcou o lugar de origem dessa doença, que, até novembro de 2002, era desconhecida e cujos sintomas são febre alta, tosse seca e problemas respiratórios.

A médica Luningning Villar, do Ministério filipino da Saúde, disse à EFE que a paciente está sendo submetida a vários exames para confirmar se é portadora de Sars.

Villar não quis revelar o nome da mulher e se limitou a dizer que procedia de Hong Kong, onde trabalham milhares de imigrantes filipinos, e que foi internada com febre alta em 31 de dezembro no Hospital Provincial de Laguna, nos arredores de Manila.

Diante da possibilidade de se tratar de Sars, ela foi transferida ao Instituto de Pesquisa de Doenças Tropicais, em Manila, onde também foi internado seu marido. Além disso, como medida preventiva, as autoridades filipinas isolaram o médico do Hospital Provincial de Laguna que a atendeu.

O caso malaio foi detectado no sábado no aeroporto internacional de Kuala Lumpur e envolve uma mulher que acabava de voltar de uma viagem à China que, entre outros lugares, a levou a Cantão.

-  Estamos à espera dos resultados dos exames de laboratório, mas achamos que não se trata de Sars - disse o subdiretor de Saúde, Ismail Merican.

Assim como nas Filipinas, as autoridades médicas da Malásia estabeleceram nos pontos de entrada do país controles de Síndrome Respiratória Aguda Severa depois de serem detectados os casos em Taiwan e Cantão.

Os especialistas regionais da OMS coordenam com os governos locais os dispositivos de vigilância e o tratamento dos doentes.

Os mecanismos para combater a Síndrome Respiratória Aguda Severa estão estabelecidos desde o ano passado, quando foi registrado o primeiro surto da doença.

A OMS deu o alerta mundial em março de 2003, depois de confirmar casos na China, em Hong Kong, Vietnã e Cingapura. O fato de se tratar de uma doença desconhecida da qual só se sabia que provocava febre e problemas respiratórios contribuiu para sua rápida propagação.

Nos meses seguintes, controles de temperatura, máscaras e quarentenas em massa permitiram controlar o surto da doença, e em 5 de julho a OMS dava por controlada a situação no mundo todo.

Os últimos dados da organização multilateral sobre esse período reconhecem 8.098 infectados e 774 mortos em 29 territórios, 95 por cento deles na Ásia.

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