Os quatro filhos do casal Staheli embarcaram na noite desta quarta-feira para os Estados Unidos. A autorização para a viagem foi dada pelo juiz Siro Darlan, da 1ª Vara da Infância e Juventude. Ele disse que não há motivos para proibir a viagem das crianças após os esclarecimentos prestados à polícia.
A filha mais velha do casal prestou depoimento de três horas e meia na tarde desta quarta-feira na Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro. De acordo com o advogado da família, João Mestieri, a garota de 13 anos disse que o portão da casa estava destrancado no dia do crime quando ela abriu a porta para o casal de norte-americanos amigos do seu pai.
No entanto, ela disse ter certeza de que o portão tinha sido trancado logo que eles haviam chegado em casa, antes do crime. Ela disse também que uma das janelas da casa da família, localizada no térreo, tinha defeito na tranca e que somente quem conhecia a casa sabia do problema.
Conforme a garota, o portão só poderia ser aberto da cozinha da casa ou com uma chave. Hoje, na reconstituição do crime, O diretor de Policia Técnica do Rio, Roger Ancilotti, informou que "o crime é atípico na realidade carioca. Ou o assassino nunca saiu de casa ou é ultraprofissional".
Os corpos do diretor da Shell e de sua mulher embarcaram na noite desta quarta-feira para Salt Lake City, nos Estados Unidos.