Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Filho de Lobão assume e DEM perde um senador

O empresário Edison Lobão Filho (DEM-MA) tomará posse como senador na vaga deixada por seu pai, Edison Lobão (PMDB-MA), que na segunda-feira assume o comando do Ministério de Minas e Energia. Ao assumir a vaga, Edinho Lobão, como é chamado, ocupa uma vaga que pertence ao Partido Democratas, de oposição ao governo. (Leia Mais)

Sexta, 18 de Janeiro de 2008 às 10:10, por: CdB

O empresário Edison Lobão Filho (DEM-MA) tomará posse como senador na vaga deixada por seu pai, Edison Lobão (PMDB-MA), que na segunda-feira assume o comando do Ministério de Minas e Energia. Ao assumir a vaga, Edinho Lobão, como é chamado, ocupa uma vaga que pertence ao Partido Democratas, de oposição ao governo.

O futuro parlamentar também se defende de um processo movido pelo Ministério Público, no qual é suspeito de ser o sócio oculto de uma distribuidora de bebidas no Maranhão que teria sonegado R$ 42 milhões nos últimos oito anos. Ele também responde a um processo criminal sobre o funcionamento de uma emissora clandestina de televisão no interior do estado, em 1999.

A assessoria de imprensa do futuro senador informou que ele está preparando documentos de defesa para apresentar à Secretaria-Geral da Mesa e também ao seu partido, o Democratas. Ele alega que as acusações são relativas à vida empresarial e não à administração pública. O argumento usado por Edinho é o mesmo usado pelo senador Gim Argello (PTB-DF), que assumiu a vaga deixada por Joaquim Roriz, também acusado de envolvimento em esquema de corrupção.

Sobre Argello pesava a denúncia de envolvimento em participação no desvio de recursos do Banco de Brasília (BRB), investigado pela Operação Aquarela, da Polícia Civil do Distrito Federal e do Ministério Público Federal. Na época, o PSol chegou a apresentar pedido de investigação do caso ao Conselho de Ética da Casa, mas a matéria foi arquivada sob o argumento de que a denúncia é anterior ao mandado de senador.

Regimentalmente, quando o titular da vaga de senador se licencia para ocupar um posto como o de ministro, o primeiro suplente tem 60 dias para tomar posse. Esse prazo pode ser prorrogado por mais 30 dias em caso de motivo justificado. Se não tomar posse no prazo ou pedir a prorrogação, é considerada a renúncia do suplente. Nesse caso, quem assume é o segundo suplente que, para isso, tem 30 dias improrrogáveis.

A assessoria de Edinho informou que ele está de férias no exterior e volta ao Brasil na próxima semana, mas ainda não há data prevista para a posse.

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