Rio de Janeiro, 11 de Setembro de 2026

Filho de Dirceu negocia verbas no MS

Levantamento realizado junto ao sistema de acompanhamento de gastos do governo (Siaf), e publicado nesta quarta-feira na Folha de S. Paulo, encontrou um documento da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), elaborado pela Casa Civil em dezembro de 2003, para definir as emendas parlamentares que teriam recursos empenhados no Orçamento, no qual figura por cinco vezes o nome do funcionário público José Carlos Becker de Oliveira e Silva, o Zeca Dirceu, filho do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, (Leia Mais)

Quarta, 10 de Março de 2004 às 08:21, por: CdB

Levantamento realizado junto ao sistema de acompanhamento de gastos do governo (Siaf), e publicado nesta quarta-feira no diário Folha de S. Paulo, encontrou um documento da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), elaborado pela Casa Civil em dezembro de 2003, para definir as emendas parlamentares que teriam recursos empenhados no Orçamento, no qual figura por cinco vezes o nome do funcionário público José Carlos Becker de Oliveira e Silva, o Zeca Dirceu, filho do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu,

Segundo a reportagem, ele aparece como o responsável pela negociação para liberar R$ 607 mil em recursos para obras públicas em duas cidades do noroeste do Paraná. A Folha de S. Paulo afirma que o Siafi confirma que pelo menos três das emendas atribuídas a Zeca foram empenhadas no Orçamento de 2003, com valor total de R$ 560 mil. Zeca Dirceu é pré-candidato a prefeito pelo PT em Cruzeiro do Oeste, município distante 550 km de Curitiba.

No documento, ao qual a Folha teve acesso, o filho do ministro da Casa Civil é identificado pelas iniciais "JCB" (José Carlos Becker). É o único caso na lista em que a identificação, no campo destinado aos "autores" da emenda, é feita por iniciais. A assessoria da Funasa informou que o órgão desconhece quem seja "JCB" e que apenas a Casa Civil poderia explicar o fato por ser a responsável pela elaboração do documento.

"A lista foi elaborada na Casa Civil ao final das negociações realizadas entre os líderes partidários e o governo, este representado à época pelo ex-subchefe de Assuntos Parlamentares Waldomiro Diniz, que deixou a administração federal após a divulgação de gravação na qual pede propina a um empresário em 2002, época em que trabalhava no governo Benedita da Silva (PT-RJ)", diz o jornal.

Aos 26 anos, Zeca ocupa a chefia do escritório de Umuarama da Secretaria do Trabalho. O cargo é de terceiro escalão, pelo qual recebe, em folha, o salário bruto mensal de R$ 2.500. Uma passagem aérea de ida e volta de Maringá a Brasília, para onde ele viajou com regularidade no ano passado, custa, em média, R$ 1.182.

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